quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Arma Secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis da furalina.
Erecta, na torre erguida
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente
António Gedeão
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Contra o Biotério
Convém passar despercebido. Convém parecer inofensivo.
Vejam a "notícia" em : http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=363146&rss=0
Para quem não sabe o BIOTÉRIO trata-se de um viveiro de animais para pesquisas em laboratório.
O investimento vai ser feito em Azambuja (bem perto de onde vivo) no âmbito das contrapartidas da deslocalização do aeroporto da Ota.
Todas as investigações terão que deter de uma, duas, três, cinco, dez, vinte, cem, duzentas ou mais cobaias, que são expostas a determinadas experiências, a maior parte delas dolorosas quer a nível físico quer a psicológico. São muitas vezes utilizados métodos ilegais no tratamento das cobaias usadas, apesar dessas informações a maior parte delas não virem a publico.
Buda, na sua sabedoria, disse um dia que todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Que todos nós nos deviamos projectar em todas as criaturas. Então, ai pensariamos quem poderiamos ferir? Que mal poderiamos fazer?
Nada melhor do que olhar no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, trocar de lugar com ele. A vida dele tornar-se-ia tão preciosa quanto a nossa e nós tornar-nos-iamos tão vulneráveis quanto eles.
Nada mais verdadeiro.
A questão não é eles pensam? ou eles falam? A questão é eles sofrem. E não acreditem nunca que os animais sofrem menos do que nós. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar-se a si mesmos.
A vida é valor absoluto. Toda a vida. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engane-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo.
Leonardo da Vinci disse que viria o dia em que a matança de um animal seria considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.
Até esse dia chegar temos que fazer alguma coisa.
Todos os animais merecem o nosso respeito e a nossa protecção, pois em determinado ponto eles são "nós" e nós somos eles."
A construção deste biotério é só mais um, entre tantos outros actos desumanos feitos em detrimentos dos animais. Temos que ajudar.
Não diga que é só uma gota no vasto oceano.
É de várias gotas que o oceano é feito e é necessário mudar o mundo, nem que seja uma pessoa de cada vez.
Não fazer nada é ser conivente e o seu silêncio pode matar.
Deixo aqui o link de petição contra o biotério para quem quiser subscrever: http://www.petitiononline.com/45biot/petition.html
Podem ainda enviar um mail de indignação para o seguinte endereço: http://redelibertaria.blogspot.com/2008/12/geral@cm-azambuja.pt ou http://www.cm-azambuja.pt/azambuja/Geral/Contactenos
Tendo em conta a ausência de ética e ineficácia existente na experimentação em animais, por favor não deixe de mostrar a sua indignação contra a construção do biotério.
Se ainda não está totalmente convencido deixo-lhe aqui o testemundo do Dr. Christina Barnard, o médico que fez o 1.º transplante de coração em humanos:
"Eu comprei 2 chimpanzés machos de uma fazenda de criação na Holanda. Eles viveram em jaulas separadas, uma perto da outra, por muitos meses, até que usei um deles como doador de coração.
Quando nós o sacrificámos, na sua jaula, em preparação para a cirurgia, ele gritava e chorava incessantemente. Não achamos o facto significante, mas isso deve ter causado grande trauma no seu companheiro, pois quando removemos o corpo para a sala de operação, o outro chimpanzé chorava copiosamente e ficou inconsolável por dias.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Earthlings

EARTHLINGS (Terráqueos) é um documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (usados para companhia, alimentação, vestuário, entretenimento, e pesquisa científica) mas também demonstra nosso completo desrespeito por estes chamados "provedores não-humanos".
O filme é narrado pelo actor e activista do PETA Joaquin Phoenix e apresenta música do músico de renome Moby.
Em 2005 ganhou 3 prémios em 3 festivais diferentes: Boston, San Diego e Artivist.
EARTHLINGS usa câmaras escondidas e imagens nunca antes vistas para demonstrar as práticas quotidianas de algumas das maiores indústrias do mundo, todas elas dependentes dos animais para o lucro. (pet shops, criadores profissionais,abrigos de animais,fazendas industriais, comércio de couro e de peles, indústrias de esportes e entretenimento, e finalmente a profissão médica e científica).
Poderoso, informativo e provocador, EARTHLINGS é de longe o documentário mais compreensível já produzido na correlação entre a natureza, animais, e os interesses económicos humanos. Existem muitos filmes valiosos de direitos animais, mas este transcende o cenário.
EARTHLINGS não pode deixar de ser visto.
“Se eu pudesse fazer com que todos no mundo vissem um filme, eu os faria ver EARTHLINGS.”
Peter Singer, autor Libertação Animal
Deixo aqui o link para quem quiser ver o trailer de Earthlings:
Xenofobia religiosa
Tempos de crise, não só económica mas também social embora esta ultima tenha começado à bem mais tempo sem que, no entanto, nos tenhamos apercebido disso.
Tempos em que os valores que verdadeiramente importam estão a desaparecer, valores como a integridade, a verdade, a solidariedade e a compreensão. No fundo, a nossa humanidade.
Isso é muito preocupante.
Os noticiários ainda nos deixam pior: Divulgam unicamente mensagens de desgraça.
Existem as notícias reais, boas ou más, mas importantes. Depois, existem aquelas notícias que fazem audiências, sejam verdadeiras ou não.
Nos dias de hoje, a comunicação social é verdadeiramente o 5.º poder, senão o 1.º e conseguem fazer verdadeiras "lavagens ao cérebro" na população.
São um meio de valor e muito importante, quando bem feito.
Fiquei deveras chocada com a atitude destes quando pegaram na opinião do Cardeal patriarca de Lisboa e a empolaram de uma forma que só veio a acentuar a xenofobia religiosa que, a cada dia que passa, se vê mais acentuada.
Quantas "Marias" casadas com "Manéis" aqui mesmo no nosso bem amado e católico Portugal não têm situações de violência doméstica. Histórias que também acabaram mal.
Abusos e mal tratos existem em todo o lado, independentemente da religião.
As histórias destas pessoas devem ser contadas mas nunca como propaganda contra esta ou aquela étnia em particular.
Que estranho mundo este em que vivemos.
Ao Tomás...

"Ah se o meu cão soubesse falar.
Eu passaria horas com ele a conversar sobre a minha vida e ele, com toda a paciência, ficaria a escutar-me e depois, num gesto amigo, me lamberia.
As noites de insónia deixariam de me atormentar pois discutiriamos sobre a beleza das estrelas no ceú e de outras coisas que não me recordo agora.
Não me importaria se fosse ele grande ou pequeno, desde que dividisse um pouco de si comigo, contando-me histórias sobre o universo canino. E ao amanhecer, todo contente, me diria que era a melhor dona do mundo.
Além de falante, o meu cão seria zen.
Teria sempre algumas palavras sábias para dizer, contaria-me coisas a mim e a mais ninguém.
Não que ele fosse egoísta ou tivesse algo a esconder mas apenas em mim confiaria.
Ao fitar seus olhos envolventes, eu de todo me entregaria. Numa cumplicidade sem igual, jamais vista anteriormente.
E a cada sílaba proferida, eu cada vez mais me orgulharia do meu cão, tão singular que pelo resto da vida me amaria.
Ah se o meu cão soubesse falar.
Acabaria, enfim, a minha melancolia.
Ah, se o meu cão soubesse falar...
Inveja positiva
É, normalmente, um sentimento de pessoas pobres de espírito, que não têm coragem de lutar pela vida, minando a vida dos outros. Não gosto desse tipo de pessoas.
O mundo está repleto de invejosos. No entanto, para mim, existe também a inveja positiva, aquela que nos faz olhar para os bons exemplos e tentar alcança-los.
A palavra pode até não ser a mais adequada mas, de momento, é a melhor que me ocorre.
Estamos rodeados por tantas formas de vida, por tantas tentações, que depois é difícil satisfazer-nos com o que temos. Achamos pouco. Queremos mais... e já... e esse "já" transporta angustia.
Temos tudo para ser felizes mas a nossa mente acaba por trair, muitas vezes, a nossa vontade de ser.
Deixamos de apreciar o "aqui e o agora" e acabamos por não ser felizes.
É uma grande inquietação. Uma insatisfação constante.
Tenho inveja…
Inveja de quem está de bem com a vida, de quem é feliz mesmo não tento quase nada.
Tenho inveja de quem tem o dom da escrita e consegue transpor para o papel o que tantas vezes queremos escrever sem conseguir.
Tenho inveja daquelas pessoas fortes que conseguem mover montanhas com a sua persistência e convicção.
Tenho inveja… inveja de não ser como elas, de sentir que poderia ser muito melhor.
Essas pessoas têm um dom, como digo muitas vezes, têm o “Chi” muito à frente.
Mas a vida é uma aprendizagem. Espero com ela aprender mais e melhor. Espero tornar-se uma melhor pessoa.
A homossexualidade e o direito à diferença
O reconhecimento da homossexualidade conferindo-lhe iguais direitos perante a lei, nomeadamente no que respeita ao casamento e adopção por parte de casais de lésbicas e de gays, é um tema ainda fracturante nas nossas sociedades muito marcadas pelos dogmas religiosos e pelos atavismos a um passado onde certas manifestações emocionais do ser eram assunto tabu.
Cada um tem a sua opinião e todos têm a sua razão. Mas quem somos nós para julgar?
Não vou dizer que acho normal a homossexualidade porque estaria a mentir. Para mim não é. Acho até estranho duas pessoas estarem atraidas pelo mesmo sexo. Depois, enquanto seres vivos, a nossa 1.ª função é a procriação, pelo que a homossexualidade não se enquandra nesta tipologia. No entanto, abarca muito mais que isso.
Uns dizem que é doença, outros que é uma anormalidade da natureza, outros acham que é só uma alternativa sexual. Quem tem razão?
Acho que os homossexuais são-o, não por vontade de ser diferentes, mas porque sim. Acho que não se escolhe ser homossexual. Existe tanto preconceito que seria tolice.
Então porque não aceitar?
O mundo é feito de diferenças. É necessário aprender a viver com elas e a respeitá-las.
Tal como existem religiões diferentes, raças diferentes, culturas diferentes também existem opções de vida diferentes.
Existem heterossexuais, homossexuais e bissexuais.
Existem heterossexuais que não querem ter filhos por opção, existem homossexuais camuflados que são menos discriminados mas que, em ultima instância, provocam muito mais sofrimento e existem os bissexuais que, em ultima análise, têm muito mais opções de escolha.
O importante aqui é o respeito. Se existir o respeito pelo próximo tudo se tornará mais simples.
O problema é o medo... o medo da diferença.
O medo é o inimigo.
Na minha modesta opinião acho que legalmente deveriam ter os mesmos direitos: Casar por civil, adopção, etc. Porque não?
Não estou a fazer a apologia da homossexualidade e não vou dizer que gostava de ter um filho homossexual porque não é verdade. Mas se for? O que poderia fazer? Iria escumungá-lo? O que ganharia com isso? Se assim fosse só teria de aceitar da melhor forma que conseguisse. E não digo que seria fácil.
Aqui estamos a esquecermo-nos do mais importante: os sentimentos.
Na minha opinião, a homossexualidade não se resume ao acto sexual a que muitos associam, nem aos excêntricos que em muito prejudicam a imagem que temos deles. É muito mais do que isso. Têm como base sentimentos.
Podêmos não entender mas temos a obrigação de aceitar e, principalmente, de respeitar.
Para quê descriminá-los se, em ultima análise, não ganhamos nada com isso e provocamos tanto sofrimento.
Na questão da adopção o que acham melhor: Um casal de homossexuais adoptar uma criança e dar-lhe todo o amor e carinho que necessitam ou deixar essa criança numa instituição anos e anos sem afecto?
Não é a situação ideial mas também não vivemos num mundo ideal.
É uma questão complicada e, de facto, fracturante.
Esta é simplesmente a minha opinião. Muitas outras haverão. No entanto, o que é hoje um problema será amanhã uma outra realidade pelo que, sobre este e outros temas, muita coisa ainda se vai escrever.
Vamos esperar para ver quais os desenvolvimentos feitos na sociedade.
Mudar de vida
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar"
Como é complicado fazer algo que parece tão simples.
Olho em frente e o horizonte nada me devolve. É um campo vazio com uma estrada que o percorre. No entanto sei que depende de mim enchê-lo de projectos, sonhos e realidades.
Sei que nunca é tarde para recomeçar pelo que um dia mudarei de vida!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O nosso melhor amigo

Achei lindo!
Já olharam para os olhos do vosso cão?
São grandes, redondos e quentes,
com uma ternura linda.
E o abanar da cauda
mostra a alegria pura e sincera
de quem está feliz por nós,
somente por nós.
São fiéis, persistentes,
amigos devotados e sinceros.
Quando os comparo a nós
e tento fazer a ponte entre ambos
são só desilusões.
Os cães dão-nos amor.
Os Homens só desdéns.
Por isso está decidido:
Quando eu morrer
quero ir para o céu dos cães.
Feliz aniversário
Que contes muitos sempre na minha companhia!

[Caption.iT - Picture Captions]
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Nos dias de hoje...
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".
Karl Marx, Das Kapital, 1867 (qualquer semelhança não é mera coincidência!)
Não foi em 1867 mas em 2009!!! Previsão com quase 150 anos de antecipação!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Amizade verdadeira
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Diga não ao abandono dos animais
Não os abandone se eles fizerem algum disparate.
Se o seu filho ou filha com 3 anos de idade lhe partisse as porcelanas de casa como o seu cão que roía tudo o que encontrava, também o abandonava?
Não abandonem os animais. Eles dão tanto em troca de quase nada.
Pensem nisto...
Ele nunca te abandonará...
Mostra como ele nunca o abandona, nem na morte...
Meu filho: Ser do meu ser

Fazes parte do meu ser
Ser minúsculo
Inocente
Feito no seio do amor
Amor puro
Que é desfeito pela crueldade do mundo
Mundo este,
Que é feito de ódio e de amor
Ao longo vê-se uma minúscula partícula,
Dentro de mim há um ser que será Homem
Diferente dos outros porque ele trará paz
Ao mundo
Mundo feito do nada
A minha imaginação funde-se no meu ser.
A vida
a vida é ai que mal soa,
a vida é sombra que foge,
a vida é nuvem que voa;
a vida é sonho tão leve
que se desfaz como a neve
e como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
mais leve que o pensamento,
a vida leva-a o vento,
a vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
a vida é sopro suave,
a vida é estrela cadente,
voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
onda que o vento nos mares
uma após outra lançou,
a vida é pena caída
da asa de ave ferida -
de vale em vale impelida,
a vida o vento a levou!
pequeno excerto de A VIDA de João de Deus, in Campo de Flores
Cão como nós
Tenho livros tão diferentes que é dificil escolher um deles.
Á sua maneira, todos são importantes.
Todos me ensinaram algo.
Mas quando leio livros sobre animais, cresco mais um pouco e cresce em mim ainda mais o amor que sinto por eles.
Manuel Alegre dizia: "Tens tudo o que há de maravilhoso num cão. Contudo por vezes és rebelde, caprichoso, desobediente, mal educado, mas és um de nós, o nosso adorado cão, ou mais que o nosso cão, és um cão que não quer ser cão e és tão cão como nós."
É uma das melhores descrições que já li.
Este excerto e outros, podem lê-lo no livro "Cães como nós" de Manuel Alegre o qual gostei muito e aconselho vivamente a ler.
Como nós
eras altivo,
fiel
mas como nós
desobelidente
Gostava de estar connosco a sós
mas não cativo.
Cão que não querias
ser cão
e não lambias a mão
e não respondias à voz
cão como nós
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
A crise
"Um homem vivia à beira duma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.
Ele preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses, e o negócio prosperava... Seus cachorros quentes eram os melhores de toda a região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
- Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo.
A situação do nosso país é crítica. Está tudo arruinado. O mundo vai desabar.
Depois de ouvir as considerações do filho doutorado, o pai pensou: bem, se o meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto então só pode estar com razão.
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e claro, pior) e começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, as piores). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio dos cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor faculdade, faliu.
O pai, triste, então falou para o filho:
- 'Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. '
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- 'Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me "avisou" da crise... '
Poderemos tirar daqui muitas elacções para anossa vida e tentar aprender alguma coisa.
Vivemos num mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias irão influenciar-nos a ponto de roubar a nossa felicidade e prosperidade de nossos negócios, enfim arruinando as nossas vidas.
E acho que isto serve para todas as áreas da vida.
Que estranho mundo este em que vivemos...
Os países ditos civilizados pregam a tolerância mas em tempo de crise e quando esta lhes toca a eles, só olham para o seu umbigo e não ligam a mais nada, nem ninguém.
Quer seja no campo social, politico ou religioso é estranho o mundo em que vivemos.
Somos cada vez mais individualistas e egoístas. Só olhamos para o que está à nossa frente e não vemos, ou queremos ver um pouco mais para além disso.
Dizemos que somos tolerantes, que compreendemos a dor alheia, mas será verdade?
O que dizemos não corresponde à realidade, cada vez mais desumana, cada vez mais impessoal.
Vêmos a miséria alheia como se fossem imagens de um filme mas não nos toca.
As tragédias humanas tornaram-se para nós uma banalidade. Passam-nos ao lado.
Dizemos que nada poderemos fazer. Que é assim a vida... quando não nos toca a nós.
Somos moralistas nas palavras mas "pecadores" nas acções.
Onde está a palavra solidariedade? compreensão? tolerância?
Será que faz sentido empregar estas palavras nos dias que correm?
Fazer sentido fazem... mais do que nunca...
Existe um vazio cada vez maior nas pessoas, ávidas por actos de amor, desejosas para serem vistas e ouvidas.
Deviamos ser mais tolerantes com outras crenças e costumes. Somos todos diferentes mas, no fundo, somos todos iguais: somos humanos.
Todas as religiões deveriam ser toleradas pois cada um de nós tem o direito de ir para o céu à sua maneira. Esse é que deveria ser o principio.
Quem não tiver telhados de vidro, que atire a 1.ª pedra e não é a igreja católica ou outra qualquer que poderá fazer isso.
O Homem é grande em espirito mas mesquinho nas acções.
Já dizia Ralph Lapp que "ninguém, nem mesmo o mais brilhante ser humano, sabe realmente aonde a sociedade, tal como está, nos está a conduzir... Estamos num comboio que aumenta constantemente de velocidade ao descer por uma via com inúmeros desvios para destinos desconhecidos. Não está uma única pessoa na máquina e talvez estejam demónios nas agulhas. A maior parte da sociedade encontra-se no furgão, a olhar para trás"
Nada mais verdadeiro. Temos de parar para pensar (que é coisa que não fazemos ultimamente) antes que seja tarde demais...
Que estranho mundo este em que vivemos...
Eu quero viver a minha vida ao contrário...
Depois acordo num lar para a terceira idade, sentindo-me melhor cada dia que passa.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável.
Durante uns anos gozo a minha reforma, recebo a minha pensão de velhice e a saúde vai sempre melhorando.
Então começo a trabalhar. Recebo um relógio em ouro, como presente, logo no primeiro dia.
Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Aí vou para a faculdade e depois para o liceu. Bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo.
Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
A seguir transformo-me num bebé, dão-me banho, muitos mimos e farto-me de mamar.
Finalmente, passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um spa, com ar condicionado, serviço de quartos, todas as comodidades, e depois...- Bem, e depois... acabo num grande orgasmo!!!
Ser mãe...

Um dos dias mais bonitos da minha vida.
Nasceu o meu filho. Alguma vez pode-se imaginar o que é ser mãe? Eu imaginei.
Pensava que sabia o que era, mas é muito mais. Não há amor igual.
Todos os dias são uma aprendizagem do que é ser mãe e aguardo ansiosamente o futuro e as suas belas surpresas!
Adoro-te filho!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O medo causado pela inteligência
Os valores que realmente importam, como a integridade, a honestidade, a verdade e a humanidade, são postos de parte passando a constar em seu lugar a hipocrisia, a mentira e a vigarice.
São tempos arrepiantes e cada vez mais desumanos.
Existe um texto magnifico que fala um pouco desta hipocrisia que se vive hoje, texto que subscrevo na integra.
Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar o seu 1.º discurso, na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu desempenho naquela assembleia de vedetas políticas.
- “Meu jovem, você cometeu um grande erro.
Foi demasiado brilhante neste seu primeiro discurso.Isso é imperdoável !
Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco.
Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".
“Há tantos burros a mandar em homens inteligentes que, às vezes, penso que a burrice é uma Ciência”.
O problema é que os inteligentes gostam de brilhar!
Que Deus os proteja, então, dos medíocres!...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Detesto as segundas-feiras
Atrás de uma boa canção costuma sempre ter uma história interessante.
Por trás de "I don’t like Mondays" de Bob Geldof há uma absurda e irracional tragédia.
Numa segunda-feira do ano de 1979, uma menina americana (como não poderia deixar de ser) chamada Brenda Ann Spencer pegou na espingarda que seu pai lhe tinha oferecido pelo natal e disparou nos alunos da sua escola. Seis horas de tiros, dois mortos e nove feridos. Mais tarde Brenda justificou seus actos para a polícia: - "Detesto segundas-feiras".
Sem ser tão mortífera como esta história, as segundas-feiras provocam em mim um sentimento aproximado e no domingo à noite já começo a sentir uma grande tensão.
Detesto as segundas-feiras.
Fico tal e qual o Garfield: chateada, mal humorada e com pouca disposição.
Mas porque é que não gosto das segundas-feiras?
Também eu faço essa pergunta muitas vezes.
Sinceramente não sei porquê ou talvez saiba e, no fundo, não o queira admitir.
Eu gosto de trabalhar. Mesmo que o pudesse fazer, não me imaginava a ficar em casa, sem fazer nada. No entanto, às vezes preferia fazer outra coisa e também não gosto de trabalhar todos os dias.
Após o fim-de-semana, a 2.ª feira inicia uma longa semana de trabalho, de cariz obrigatório. E quebrar o conforto da preguiça ou do fazer o que nos apetece é avassalador.
Depois de um final de semana que tanto pode ser de descanso, como não, a semana começa e, com ela, volta todo o stress a que estamos submetidos, com todo o tempo contado. Enfim, a vida entra na rotina habitual. É preciso chegar a terça-feira para que as coisas comecem a entrar nos eixos.
Uns dizem que este "síndroma da 2.ª feira" é porque fazemos o que não gostamos.
Pode estar ligado. Nem sempre gostamos de tudo o que fazemos mas será essa a explicação? Na minha opinião, não necessariamente.
Está provado que as pessoas morrem mais às segundas-feiras, ficam mais deprimidas pelo que não deve ser assim tão simples explicar.
Depois penso: O que me interessam a mim explicações?
Não gosto das segundas-feiras e pronto.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
O porquê de fazer um blog
Não sou uma grande escritora, nem tão pouco quero convencer ninguém do que quer que seja.
Adiei fazê-lo diversas vezes pois se, às vezes apetecia-me escrever o que me vai na alma, outras vezes pensava que não fazia sentido pois nem sempre se deve escrever certas coisas, de tão privadas que são. No entanto, a vontade falou mais alto.
Assim, sem pretenciosismos, quando me apetecer falar de banalidades, de gritar tristezas, de manifestar a minha opinião ou simplesmente de partilhar textos de outros ou informação variada encontrarei aqui o meu cantinho.

