terça-feira, 30 de junho de 2009

Solidariedade

Quem me conhece sabe bem o quanto gosto de animais e de como me sensibilizo com as relações afectivas entre eles e nós.

Quando vi esta foto achei-a linda. Mostra-nos o quanto é importante a solidariedade, e que toda vida, humana ou não é digna de respeito...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Escrever...


... para entender o que estou longe, muito longe, de alcançar; para desabafar; para me conhecer melhor; para dizer o que penso e fazer a diferença; para fazer sentido (o que nem sempre acontece); para fazer pensar; para parar para pensar; para parar de pensar; para deixar as coisas mais claras, ou não; para confundir; para despertar, de mim e dos outros; para perder o medo; para crescer (e recrescer); para renascer; para transformar o mundo; para desabrochar; para materializar a poesia da vida; para saber escrever; para exercitar; para questionar; para bater de frente; para sacudir certezas e indiferenças; para tocar, emocionar e transformar; para aliviar; para dividir; para melhorar; para rir ou chorar (dependendo do dia); para tirar os fantasmas do armário; para relembrar; para reinventar; para fantasiar; para reelaborar; para ir mais longe; para ultrapassar limites; para ver mais além; para ser, estar e existir; para chegar aos outros; para chegar a mim; para comunicar; para ser menos só; para ser mais; para complicar; para me desorganizar; para colorir; sobretudo, porque é a forma mais inteira que encontrei para ser algo mais, para ser mais de mim.
Isso é tudo que o quero ser.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Poema em linha recta

Gosto muito deste poema de um dos heterónimos de Fernando Pessoa: Álvaro de Campos.

Acaba por ser uma crítica à hipocrisia das pessoas que tantas vezes se tentam passar por perfeitas não o sendo e que, ao mesmo tempo, criticam outras que, em ultima instância, são o reflexo do que não gostam nelas mesmas...

Serve para reflectir...

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil
Eu, tantas vezes irresponsavelmente parasita, indesculpavelmente sujo
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar
Eu, que, quando a hora de soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nuca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles principies - na vida ...

Quem me dera ouvir alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia.
Não! São todos o ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então, sou só eu que sou vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem Ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem Ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Contemplação


Depois da correria do dia-a-dia chega um momento de contemplação.

Ficar sentada a sentir o sol e os cheiros da natureza. Para mim não há melhor.

O sossego, o abandono confortável... sem constrangimentos.

Gosto de acordar e sentir o sol a entrar pela janela! É tão reconfortante!

Gosto de sentir as flores, a terra; De ouvir os pássaros a cantar e do som das ondas do mar.

Uma sensação de tranquilidade e paz que só a Primavera e a chegada do sol me traz.

Fico logo bem disposta!

Bom fim-de-semana!

Comemoração do dia mundial do Yoga

Se quiser passar um dia diferente não perca!

Lisboa vai receber, no dia do Solstício e no dia mais longo do hemisfério norte, dia 21 de Junho, pelas 11H00 no Estádio 1º de Maio em Lisboa mais uma Grande Comemoração do Dia Mundial do Yoga, com actividades várias entre elas uma mega aula de Yoga para adultos e crianças.

O Dia Mundial do Yoga é candidato, junto às Nações Unidas e UNESCO, a Primeiro Feriado Mundial, de iniciativa da Associação Lusa do Yoga, celebrado desde 2001 e reúne os principais partidos políticos Nacionais, os representantes das mais importantes religiões do Mundo, as Escolas mais conceituadas do Yoga de Portugal e do Mundo. Um projecto que devido aos seus nobres objectivos reúne em simultâneo os apoios de várias personalidades Nacionais e Internacionais de todos os quadrantes da sociedade.

Praticar Yoga agradável e saudável quer fisica, quer espiritualmente.

Yoga é uma palavra que vem do sânscrito “yug” que significa união.

Sânscrito é uma língua antiga da Índia. O objectivo do yoga é, portanto, a união dos vários níveis da pessoa: físico, mental, emocional e espiritual.


Através de uma série de exercícios trabalham-se posturas e desenvolve-se a consciência corporal, uma respiração consciente, assim como uma atenção nas sensações e emoções originadas por essas mesmas posturas, que nos ajudam a desenvolver a atenção, energia, força, flexibilidade, concentração e equilíbrio, a nível físico, mental, emocional e espiritual.

Seguindo estas directrizes, a mente é indissociável dos movimentos do corpo trabalhando-se a concentração, concentração esta que se atinge com prática.

Sendo o Yoga um processo de auto-educação, induzindo no educando as respostas para as suas questões, é uma técnica para o auto-conhecimento e subsequente auto-desenvolvimento.

É indicado para todo o tipo de pessoas e de todas as idades, com uma característica comum: serem jovens de espírito, abertos a novas sensações e que desejem conhecer-se melhor.

Sejam praticantes, simpatizantes e curiosos não percam este evento! A entrada é gratuita.

Para mais informações contacte:

Federação Lusa do Yoga – FLY
Tel. 217 802 810
Av. 5 de Outubro, 70 - Gal. Esq.
1050 - 059 Lisboa

www.diamundialdoyoga.com

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Homenagem ao Maestro José Calvário

Ontem faleceu José Calvário com apenas 58 anos.

Não é a 1.ª vez que faço aqui uma homenagem a figuras que acho que deram muito à nossa cultura pelo que esta não é excepção.

José Calvário dedicou toda a sua vida à música e é considerado por muitos como um dos melhores orquestradores e arranjadores de Portugal.

A música de sua autoria “Flor Sem Tempo” e interpretada por Paulo de Carvalho, obteve o 2.º lugar no Festival da canção. No ano seguinte obteve o 1.º com o tema “Festa da Vida” na voz de Carlos Mendes.

Criou, em parceria, com José Niza, o tema “E Depois do Adeus”, cantado por Paulo de Carvalho e tão importante na revolução de Abril de 1974.

Ao longo da década de 70, trabalhou como arranjador em Madrid, auxiliando vários cantores portugueses.

Na década de 80, mudou-se para Londres onde continuou o seu trabalho.
Em 1991, compôs o seu primeiro concerto para orquestra.

O maestro concluiu a sua primeira sinfonia e gravou obras de Andrew Lloyd Webber com a The London Philharmonic Orchestra (Orquestra Filarmónica de Londres).

Em Fevereiro de 2009 foi homenageado pela RTP durante o Festival da Canção, com um bailado inspirado em algumas das canções com que concorreu ao Festival. A sua filha, visivelmente emocionada, recebeu uma longa ovação.



Ouvido pela Lusa, o cantor Fernando Tordo afirmou que José Calvário foi «um músico de eleição, um grande talento, um grande orquestrador e excelente compositor», cuja morte é de «lamentar profundamente».

Eterno aplauso para um grande musico e compositor que, sem duvida, enriqueceu muita a música portuguesa.

O homem parte mas a obra fica.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os tempos estão a mudar

Em 1964 Bob Dylan escreveu a canção "The times they are a-changing" e é incrivel como, passados tantos anos, a canção se mantêm actual.

Tal como tantas outras musicas de Bob Dylan, esta é mais um autêntico poema... magnífico e intemporal!

Original: http://www.youtube.com/watch?v=wgECKj9LSH4

OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

Vinde cá todos
Por onde quer que andeis
E admiti que a água
Á vossa volta subiu
Admiti que em breve
Estareis encharcados até aos ossos
Se pensais que vale a pena
Salvar a vossa geração
Melhor é que comeceis a nadar
Porque os tempos estão a mudar

Vinde escritores e críticos
Que traçais profecias
Abri bem os olhos
A oportunidade não se repetirá
E não vos pronuncieis demasiado cedo
Que a roda ainda gira
E não se sabe ainda
Quem ela escolherá
E quem hoje perde
Amanhã ganhará
Porque os tempos estão a mudar
Vinde, senadores e congressistas
Atendei à chamada
Não atravanqueis a porta
Não bloqueeis a entrada
Pois quem tropeçar
Será magoado
Lá fora combate-se
Com tal frémito
Que em breve estilhaçará as vossas janelas
E fará ruir as vossas paredes
Porque os tempos estão a mudar

Vinde pais e mães
De todo o país
E não critiqueis
O que não conseguis entender
Os vossos filhos e filhas
Escapam ao vosso controle
O vosso velho caminho
Está a ficar para trás
Abandonai o novo
Se nada podeis
Porque os tempos estão a mudar

A linha está traçada
O destino marcado
Os lentos de agora
Voarão amanhã
Como o presente de agora
Será depois passado
A ordem está
A desaparecer rapidamente
E os primeiros de agora
Serão mais tarde os últimos
Porque os tempos estão a mudar

terça-feira, 16 de junho de 2009

As nuvens do nosso pensamento

São como nuvens que passam, os pensamentos.

De onde vêm, para onde vão?

Poderão as nuvens e pensamentos ter as mesmas cores, os mesmos significados?

Há nuvens cor-de-rosa, emoções à flor do céu;
Há nuvens negras, prenúncio de tempestades;
Há nuvens inocentes, brancas como a pomba da Paz.

Estão a ver a analogia entre nuvens e pensamentos?

Mas há mais.
Podemos modelar as nuvens através da imaginação e os pensamentos também.

Não estamos nós nas nuvens muitas vezes?
Se calhar até estamos sempre com um pé nas nuvens e outro nos pensamentos.

Gosto de pensar e gosto de nuvens.
De onde vêm os pensamentos e as nuvens?
Para onde vão?
Não sei...
Mas que ambos existem é a minha certeza.

"Se olhares o céu e ele te lembrar os amigos, é porque estão, não estando..."

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Proposta cultural diferente

Olá a todos!
Chegado o Verão e o sol, chega a boa disposição e os dias mais apraziveis pelo que vos venho sugerir um passeio diferente e a possibilidade de experimentarem uma alternativa a um dia do vosso fim-de-semana ou mesmo periodo de ferias.

Queria-vos apresentar o “Fatias de Cá”.
O “Fatias de cá” é um grupo de teatro criado em Tomar em 1979 e que tem, neste momento, 6 centros de produção teatral (Tomar, V. N. Barquinha, Chamusca, Constância, Coimbra e Lisboa) enquadrados pelo Fatias de Cá - Sede.

Sou fã deste conceito e já fui a muitas das suas peças que me surpreendem a cada nova aventura.

Espero continuar a fazê-lo e aconselho também a participarem nesta experiência. Com certeza, que não se vão arrepender.

Enquanto Companhia de Teatro, desenvolve projectos de âmbito profissional e amador pelo que conta com mais de 100 membros (entre permanentes, regulares e pontuais), ou seja, apesar de ter alguns actores profissionais é composto na sua essencia, por amadores que com esforço e dedicação têm feito este conceito crescer e ganhar cada vez mais adeptos.

A designação "Fatias de Cá" inspira-se no nome de um doce conventual (Fatias de Tomar) cuja receita pode ser considerada uma metáfora do acto teatral: batem-se as gemas de ovos demoradamente até obterem um aspecto cremoso e uniforme e vão a cozer em banho-maria numa panela especial até ficarem com a consistência do pão que se fatia e frita-se em calda de açúcar.

A opção estética do Fatias de Cá assume três vertentes:

- O património, quer o construído quer o paisagístico, é entendido como um espaço teatral privilegiado tendo em conta o cenário natural que comporta;
- A partilha com o público de um momento de refeição é assumido como uma forma de sociabilização e de concentração no espaço-tempo convocado pelo espectáculo;
- O acto teatral é entendido como um momento que emocione e divirta.

O preço é acessivel e as ofertas de peças são muito variadas e para todos os gostos. As adaptações são muitas (quase todas de Carlos Carvalheiro) e muitas de obras conhecidas como “O Equador” de Miguel Sousa Tavares, “Rapariga com brinco de pérola”, “A morte do Lidador” de Alexandre Herculano”, “O nome da Rosa” de Umberto Eco” (no Convento de Cristo em Tomar), “A Tempestade” de William Shakespeare (em Constância), “Diálogo das Compensadas” de João Aguiar (no Castelo de S. Jorge), O “Viriato” (no Castelo Almorol), “Inês” (em Coimbra), “Corto Maltese – Concerto em O´menor para a Harpa e Nitroglicerina” de Hugo Pratt (Na Destilaria da Brugueira em Torres Novas), “Sonho de uma noite de Verão” de William Shakespeare (na Mata dos Sete Montes em Tomar), “T de Lempicka” de John Krizanc (no Convento de Cristo em Tomar entre muitas outras.

Para perceberem um pouco mais do conceito deste grupo vou-vos explicar um pouco de algumas obras:

“Sonho de uma noite de Verão” de William Shakespeare
Local: Mata dos Sete Montes em Tomar
Duração: Aperitivo + 1h18 + jantar
Sinopse: Um casamento imposto obriga dois amantes a fugir da casa. Um grupo de comediantes ensaia uma farsa trágica para apresentar nos esponsais do duque de Atenas. Tudo se passa na noite de Midsummer num bosque mágico. E num sonho tudo pode acontecer…
Acresce o ambiente natural da Mata dos Sete Montes em Tomar. Local que Shakespeare acharia particularmente adequado para ser o cenário desta peça. O espectáculo é feito ao fim da tarde e, no final, o público é convidado para partilhar um jantar.

Conselho: Levem uma lanterna e calçado confortável

“T de Lempicka” de John Krizanc
Local: Convento de Cristo em Tomar
Duração: 1h05 + Piatti + 1h05 + Dolci
Sinopse: Depois de uma iniciática fila de espera muito conectada com o local onde nos encontramos, somos conduzidos por um mordomo, Dante Fenzo, ex-gondoleiro para o Il Vittoriale degli Italiani a casa de campo de Gabriele d’Annunzio. No final da fila aguarda-nos um camisa-negra mussoliniano que nos carimba um passaporte válido para dois dias: 10 e 11 de Outubro de 1927. Está para chegar precisamente nesse dia 10, a senhora Tamara de Lempicka (1898-1980) naquela época uma encantadora e jovem pintora polaca que pensa ir para Il Vittoriale pintar o retrato de um grande homem Gabriele d’Annunzio. Contudo logo que toma contacto com o grande poeta, fica surpreendida por o ver mais interessado em seduzi-la do que em pagar-lhe o trabalho que lhe encomendou e que a fez sair de Paris. Assim sendo, apercebemo-nos ao longo da acção da dicotomia feminilidade-masculinidade que Tamara de Lempicka estabelece e que se tornará uma postura muito própria da sua personalidade, acreditando que todos os seres humanos, homens e mulheres, são uma mistura destas duas componentes.

Curiosidade: Podem ver esta peça várias vezes pois todas elas podem ser diferentes. Irão dar-vos um passaporte à entrada que, por cada sessão, irão ter descontos.

Conselho: Levem amigos para que cada um deles siga uma personagem diferente para depois, ao jantar, reunirem-se para trocar ideias de como melhor perceber a história e seu enredo.

Em conclusão, poderemos assim dizer que, este grupo apresenta-nos uma nova forma de teatro utilizando o património histórico existente para contar uma história e partilhar a mesma com a intervenção directa do publico, incluindo uma refeição sempre enquadrada na peça. Esta característica faz com que existam peças sazonais, algumas delas só no periodo do verão, enquanto outras estarão em cena todo o ano.
Quer se goste ou não de teatro não se consegue ficar indiferente a este conceito. Basta ter uma mente aberta e querer experimentar algo diferente e original.

Para marcações ou para conhecer um pouco melhor este grupo, deixo-vos aqui os contactos:

Fatias de Cá
Apartado 140, 2304-909 Tomar

Telefone 960303991 (marcações)
Fax 249313857
www.fatiasdeca.net

Espero ter-vos despertado a curiosidade para conhecer este novo conceito de teatro e deixo-vos com uma frase que é atribuida a Galileu mas que é o lema do “Fatias de Cá: “não resistir a uma ideia nova nem a um vinho velho!”

Aproveitem e divirtam-se!

Regresso de férias

Uma das razões pelas quais não tenho actualizado o meu blog foram as férias.

Pois é, foram pequeninas e souberam a pouco!!! Já estou de regresso e com um pouco de humor…

domingo, 7 de junho de 2009

Mini-férias


Resolvi tirar férias de 1 semana. À ultima hora e aproveitando os feriados vou descansar, ler, namorar e gozar o meu filho pelo que nos próximos dias vou andar por aqui.

Até para a semana!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Encontro com o planeta

Hoje comemora-se o dia internacional do ambiente que, pelo simbolismo, foi escolhido para a estreia de «HOME - O mundo é a nossa Casa», um filme de Yann Arthus-Bertrand.

Muito mais que um simples filme, este representa um projecto que envolverá o planeta, com a sua estreia em mais de 50 países em simultâneo.

Em 200 mil anos na Terra, a Humanidade tem perturbado o equilíbrio do planeta, estabelecido por quase 4 biliões de anos de evolução. O preço a pagar é alto, mas é tarde demais para ser pessimista: segundo os cientistas a Humanidade tem apenas 10 anos para inverter esta tendência e tornar-se consciente da extensão total da destruição da Terra e alterar os seus modelos de consumo.

As apostas são altas para nós e para os nossos filhos. Todos devemos participar no esforço HOME que foi concebido para ter uma mensagem de mobilização para cada ser humano.

Para este efeito, HOME precisa de ser livre, pelo que o projecto HOME não tem quaisquer fins lucrativos sendo o seu objectivo principal, a sensibilização do maior número de pessoas para as questões ambientais eminentes.

Pretende passar uma mensagem de mudança de atitude na população, mostrar as alterações ambientais que estão a acontecer e levá-las a agir.

Já vi o filme na internet que é absolutamente lindo. As imagens são fantásticas e faz-nos admirar o fantástico mundo que temos e que necessitamos preservar.

Ele é constituido por imagens aéreas únicas de mais de 50 países, partilhando esperanças e receios num filme que lança a primeira pedra do edifício que, todos juntos, teremos de reconstruir.

Pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

Poderemos vê-lo em vários formatos, sendo que será exibido hoje na RTP2 pelas 20H00.

É um evento único para tempos únicos.

HOME foi feito para cada um de nós: devêmos compartilhá-lo! E agir para o planeta.

Vejam o filme em:

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O mendigo e o seu cão


Hoje vou-lhe contar uma história verídica que me comoveu muito e que ocorreu numa cidade brasileira e que vi num documentário chamado "Animais Domésticos".

É uma história triste que me fez chorar mas uma história que deve ser contada para que não volte a acontecer e na tentativa de, quem sabe, conseguir mudar mentalidades.

"Havia um cão rafeiro, desses de rua, que sabe-se lá como, vivia e sobrevivia sozinho, aprendendo a desviar-se dos carros, aprendendo a encontrar água e comida, aprendendo a defender-se das agressões e maldades, sendo encurralado aqui e ali... Até que um dia encontra um mendigo que entende muito bem a sua história, pois como ele, também foi parar às ruas, sozinho... sabe-se lá porquê, dormindo pelos cantos, em baixo dos viadutos, implorando por esmola e comida. O mendigo ao olhar para o rafeiro lembrou-se de um cachorrinho que teve na infância chamado "Violino" e em homenagem a ele, resolveu chamar ao novo companheiro "Cavaquinho". Cavaquinho tem aquele olhar característico de rafeiro, um olhar carente e doce ao mesmo tempo. Logo o cachorro e o mendigo tornaram-se grandes amigos, estavam sempre juntos, um cuidava do outro. A solidão que ambos sentiam antes já não existia. O mendigo que antes muitas vezes bebia para espantar o frio e a solidão, agora quase já não o fazia pois havia percebido que quando voltava ao seu estado normal, Cavaquinho estava sempre com muita fome, pois bêbado, não se lembrava de dar água e comida ao amigo que mesmo assim não se afastava do mendigo. O pobre homem tornou-se agradecido ao cãozinho porque além de lhe fazer companhia, estava também ajudando-o a parar de beber. Quando a comida era pouca, preferia dá-la a Cavaquinho do que comer ele próprio. Até que numa noite, aproximaram-se quatro rapazes que começaram a gozar com o mendigo. Cavaquinho não gostou e protestou à sua maneira. Os rapazes empurraram o cão, pegaram o mendigo e começaram a agredi-lo. Amarraram o mendigo a um poste. O mendigo ao ver que Cavaquinho ia para cima dos rapazes em sua defesa, teve medo que algo de mau lhe acontecesse e implorou para que não tocassem no seu cão, que levassem as poucas moedas e trapos que tinha e que se divertissem com ele próprio. Ao verem a preocupação do pobre homem com o cão, e por pura maldade, resolveram então divertir-se às custas do sofrimento do cão e da impossibilidade de acção do mendigo. O homem que só tinha uma coisa de valor na vida: O seu cão Cavaquinho, assistiu aos mal tratos: a baterem-lhe até desmaiar, a entornarem-lhe para cima querosene e a atearam-lhe fogo... nesse momento em função dos gritos do mendigo e da própria algazarra dos marginais, foram aparecendo pessoas que acabaram por espantar os criminosos... mas infelizmente já era tarde demais. Cavaquinho estava morto! O mendigo em prantos desejava que tivessem feito isso com ele e não com seu único e grande amigo. E agora? Como seria dele sem Cavaquinho? Um verdadeiro amigo que não hesitou em defender seu dono, mesmo que isso lhe custasse a própria vida..."

Agora, eu pergunto:
- Quem são as verdadeiras feras? Os Homens ou os animais?
- Porque diferenciar a dor e o sofrimento de um animal da dor e do sofrimento de um ser humano?
- Quando será que um crime contra um animal será julgado e punido da mesma forma que contra um homem?

Boa notícia

Quando estava a ouvir o noticiário das 21h00 fiquei muito satisfeita com a notícia de que finalmente encontraram um dador de medula óssea compatível com a pequena Marta.

Hoje em dia, os noticiários têm sido um veiculo para nos dar, maioritariamente, más notícias pelo que foi com agrado que vi e ouvi realmente uma notícia válida e útil.

Se já era sensível para situações destas, depois de ser mãe ainda mais fiquei.

Marta tinha quatro anos quando soube que tinha leucemia em Fevereiro do ano passado. Esta menina que já fez três ciclos de tratamento procurava um dador, visto que ninguém da família era compatível.

O transplante é a sua última esperança, e foi com o esforço da família e de anónimos generosos, que finalmente consegue essa hipótese.

Na altura foi criado um blog e uma página no Facebook para apelar a possíveis dadores.

O apelo foi tão eficaz que provocou um aumento de mais de seis mil dadores em apenas uma semana.

As respostas foram mais que muitas quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Eu também sou dadora e apelo a quem ainda não o é que o seja. Não custa nada e pode salvar vidas.

Voltando à notícia.

De acordo com fonte do Registo Português de Medula Óssea (CEDACE), já somos o país com o maior banco de medula óssea da Europa e isso são óptimas notícias.

Afinal, não somos assim tão maus.

Já conhecia a generosidade do povo português mas conhecer estes dados ainda me fez sentir mais satisfeita.

Para além de tudo isto e que já é muito, o que mais gostei desta notícia foi saber que o objectivo desta campanha não era apenas encontrar um dador para a Marta. Segundo Maria João Dray, tia de Marta, a campanha tem como objectivo «apelar à recolha para outros casos e desmistificar a ideia do que é dar medula e ao mesmo tempo não dramatizar a situação».

Achei excelente a ideia.

A Marta foi o rosto de tantas crianças à espera de uma oportunidade para serem felizes. Foi o veículo inicial para algo de grande valor.

Para ela vai-se iniciar mais uma etapa deste longo e doloroso processo. Desejo que a recuperação seja um grande sucesso.

Para tantas outras que seja o inicio de uma vida feliz!

NOTA: Se forem à página http://www.chsul.pt encontrarão lá todos os centros do país de inscrição para dadores.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A história da Lua e do Sol


Quando o SOL e a LUA se encontraram pela primeira vez, apaixonaram-se perdidamente e
a partir daí começaram a viver um grande amor.

Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então toque final ...o brilho !

Ficou decidido também que o SOL iluminaria o dia e que a LUA iluminaria a noite e, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.

Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.

A LUA foi ficando cada vez mais amargurada. Mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária.

O SOL por sua vez havia ganhado o título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.

Deus então chamou-os e explicou-lhes: "Vocês não devem ficar tristes. Ambos agora já possuem um brilho próprio.
Você LUA, iluminará as noites frias e quentes, encantarás os enamorados e serás diversas vezes motivo de poesias.
Quanto a ti SOL, sustentarás esse título porque serás o mais importante dos astros, iluminarás a terra durante o dia, fornecerás calor ao ser humano e a tua simples presença fará as pessoas mais felizes.

A LUA entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio... já o SOL ao vê-la sofrer tanto decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido.

No entanto, a sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Deus:
Senhor, ajude a LUA por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão...
E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para lhe fazerem companhia.

A LUA sempre que está muito triste recorre às estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.

Hoje eles vivem assim....separados.
o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste.

O SOL ainda esquenta de paixão pela LUA e ela ainda vive na escuridão da saudade.

Dizem que a ordem de Deus era que a LUA deveria ser sempre cheia e luminosa mas ela não consegue isso.... porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.
Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

LUA e SOL seguem seu destino.
Ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca.

Humanos tentam a todo o instante conquistá-la, como se isso fosse possível.
Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos.
Nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra.
Nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim.

Acontece que Deus decidiu que nenhum amor neste mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da LUA e o do SOL... e foi aí então que ele criou o eclipse.

Hoje SOL e LUA vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.

Quando olhares para o céu a partir de agora e veres que o SOL encobriu a LUA é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao acto desse amor que se deu o nome de eclipse.

Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor.

Bem, mas na terra também existe sol e lua... e portanto existe eclipse.... mas essa era a única parte da história que você já sabia, não era?

Silvana Duboc

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quando eu nasci...

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama

Cães e Emoções: Estudos e mitos

Apesar de não concordar totalmente com este artigo, mais precisamente no que se refere à culpa acho-o interessante para partilhar...

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

O verdadeiro sentido do amor

Uma vez numa sala de aulas um aluno perguntou á professora o que era o amor.

A professora ficou admirada com a pergunta tão inteligente do aluno e como viu que estava quase na hora do intervalo disse para eles trazerem do recreio aquilo que eles achassem que fosse o verdadeiro sentido do amor.

Quando chegaram á sala um dos alunos disse:
- Professora eu trouxe esta borboleta, mas como ela é tão bonita eu achei que ela ficaria bem na minha colecção.
O segundo disse:
- Eu trouxe este passarinho que estava caído no chão, ele é muito bonito!
O terceiro disse:
- Eu trouxe esta flor que estava no jardim e como ela é tão bonita decidi trazê-la.

No entanto, uma das crianças continuava sentada e envergonhada por não ter trazido nada.

Quando a professora lhe perguntou porque ela não tinha trazido nada, esta respondeu:
- Eu vi a borboleta mas decidi deixá-la livre, pois esse é o seu lugar. Eu vi também o passarinho, mas ao subir a árvore vi o olhar de sua mãe e deixei estar e depois eu também vi a flor mas deixei-a ficar no jardim, para as abelhas.
Ela então acrescentou:
- O que eu trago é a liberdade da borboleta, o olhar da mãe do passarinho e o perfume da flor do jardim.

A professora emocionada então disse:
- Este é o verdadeiro sentido do amor!!