segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Animais nossos amigos

Como referi no meu post anterior, o encontro de sábado foi um espectáculo. Foi bom rever quem já conhecia, conhecer quem não conhecia e criar alguns laços que ficarão de certo para toda a vida!

Tudo o que possa escrever é pouco para descrever este encontro mas houve alguém que o soube fazer melhor do que ninguém.

Pegando no mote da canção "Os animais são nossos amigos", não poderia terminar este assinalar de futuras memórias sem vos deixar o poema que foi escrito pelo Vicktor e citado durante o almoço. Muito obrigado Vicktor.

Fiz uma pequena montagem que me parece estar à altura do mesmo. Espero que gostem.

É um poema lindo, como só ele sabe fazer, e que expressa muito bem o que sentimos pelos animais e o que eles representam para nós.

A realidade foi muito para além do sonho

O dia 24 de Outubro de 2009 foi um dia inesquecível e vai ficar para sempre na minha memória e na de todos os que lá estiveram como se dum sonho bonito se tratasse. No entanto, a realidade do que aconteceu neste dia foi muito para além do sonho.

Um sonho bonito nasceu numa daquelas tardes inspiradas em que o ser humano dá mais um passo na importante caminhada da vida: juntar alguns amigos, unidos pela forte determinação de defender os animais duma sociedade que lhes é hostil, almoçar, conviver e conversar sobre este tema que lhes é querido.

Se o sonho foi um sonho bonito a realidade foi maravilhosa. Quase setenta pessoas responderam ao desafio, uniram esforços e transformaram um suposto encontro de alguns amigos num grande encontro onde a amizade e a solidariedade não só entre os presentes, como especialmente para com os animais que tiveram a magia de os juntar esteve sempre à flor da pele.

Entre os humanos a certeza da razão que os uniu nesta imensa manifestação de querer: a defesa de uma melhor qualidade de vida, duma maior protecção para os animais pois os ANIMAIS SÃO NOSSOS AMIGOS. E a amizade retribui-se com mais amizade ainda.

Mas não ficaram somente por palavras ou por sentires as acções que toda esta gente de boa vontade realizou: unindo esforços, numa grande dádiva pessoal e procurando apoios em quem os poderia dar, conseguiram juntar cerca de 700 quilos de rações (quase uma tonelada) e muitos outros mimos para serem distribuídos por Associações de voluntários que dedicam todos os seus meios, saberes e tempo à defesa e protecção dos animais abandonados.

Apesar de existiram muitas Associações, demasiadas a precisarem de apoio teve de ser efectuado um sorteio e as felizes contempladas foram: A Associação dos Amigos dos Animais Abandonados da Moita, Associação Patas Errantes em Sintra, União Zoófila em Lisboa e a Associação dos Amigos dos Animais de Almada. No entanto, ainda se conseguiu ajudar, embora em doações de menor numero outras 2 ou 3 Associações.

Foi muito gratificante esta conquista e só com a boa vontade de muitos se conseguiu ajudar quem tanto necessita. Isso deixou-nos a todos com um sorriso nos lábios e com o coração e a alma cheios como que a dizer: Missão cumprida!

Muitas horas depois de iniciado este encontro convívio, na hora das despedidas, o coração estava pequeno pela separação que se iria dar, cada um de regresso a suas casas desde o norte ao sul de Portugal, mas os rostos espelhavam felicidades, sorrisos abertos, na certeza de missão cumprida, e no desejo de novo encontro de grande solidariedade para com os animais.

É triste constatar como habitualmente é tão difícil fazer-se qualquer coisa significativa em Portugal. No entanto, este encontro demonstrou que ainda existe esperança pois, e neste caso, mesmo sem apoios da moderação do site pelo qual nos conhecemos, conseguimos levar para a frente um evento que teve um imenso sucesso.

Ficou bem claro no espírito de todos nós de que é imprescindível queremos agir mas também sabemos o quanto o apoio oficial é importante para esta missão e que os políticos deverão urgentemente legislar no sentido de que os animais jamais voltem a ser considerados como coisas tal como o faz a lei actual. Mas também para a defesa da sua vida em condições dignas de um ser vivo.

A organização considerou, e muito bem, ser devido ao esforço e à presença de TODOS o êxito deste evento. O que começou por uma brincadeira transformou-se em algo memorável e que jamais será esquecido.

Quero agradecer a todos a presença mas não posso deixar de agradecer em especial às seguintes pessoas: À Cila (Patanisca) que, comigo, teve a ousadia de iniciar todo este processo e de o levar para a frente, à Maria João (marijonscp) que desde quase o inicio desta aventura nos ajudou de uma forma incansável sendo o 3.º membro da organização de pleno direito, à Paula Cairo (ratolinhas) que deu uma ajuda determinante na questão do transporte e distribuição de donativos, tendo até conseguido ajuda externa à Arca para o fazer, à Mila (Doroteia) que não pôde estar presente no almoço mas que nos deu uma ajuda preciosa no que diz respeito aos crachás e ao Victor (Vicktor) pelo seu extraordinário contributo nas doações e pela sua imensa sensibilidade pelos textos e poema com que nos brindou.

Este foi um trabalho conjunto que, não seria nada se não tivéssemos tido a adesão em massa que tivemos. Por isso, um bem haja para todos. Os animais agradecem!

Beijos,

Sara Louro (CarpemDiem)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

No balanço da música


Estas ultimas semanas tenho tido uns dias stressantes, cheias de trabalho e preocupações, de tal forma, que não tenho tido vontade para mais nada.

No entanto hoje, no regresso a casa ouvi uma musica que adoro mas que não ouvia à muito tempo e isso fez-me sentir bem. Relaxou-me e, por momentos, senti-me em paz e bem disposta.

Isso fez-me ter vontade de escrever sobre ela e sobre o que a música representa para mim.

Eu gosto muito de música.

Convivo com ela diariamente e gosto da sua companhia.

Alguém disse um dia: "Mostre-me um lar em que habite a música e mostrar-lhe-ei um lar, feliz, tranquilo e alegre".

Na verdade, é difícil imaginar que existam lares sem música. Para mim, é uma presença constante e sem ela parece que me falta alguma coisa.

Oiço música a toda a hora, em casa, no carro, no trabalho…

Não havia músicos em minha casa mas sempre se ouviu música, sempre se ouviu alguém cantarolar. Para além do meu pai que tocava umas notas na guitarra e entoava canções de Zeca Afonso e outros temas do cancioneiro português, todos gostavam de cantar, todos gostavam de música.

Uma das lembranças mais vivas da minha infância é ir de viagem em família e estarmos todos a cantar. Não interessava quem cantava bem ou mal. Não era isso que interessava. O importante eram os momentos de magia. Momento da mais pura felicidade.

Fui crescendo sempre com a música presente. Mais tarde, cresceu também em mim a vontade de aprender a executar algumas das melodias que tanto gostava de ouvir.

Com 10 anos comecei a aprender a tocar saxofone, muito graças à influência do meu avô materno.

Nunca fui uma boa executante. Era mais do género “desenrascada”. A verdade é que com ele desfrutei de alguns dos melhores momentos da minha adolescência.

Depois, aprendi a tocar guitarra.
Também aqui nunca fui brilhante mas suficiente para aproveitar tudo o que de bom ela me proporcionava.

Saber ler música para mim sempre foi uma tarefa chata e só mais tarde é que reparei a mais valia em que se tinha tornado.

Sempre adorei cantar (Canto no carro e até no banho) mas, por incrível que pareça, nunca pertenci a nenhuma agrupamento do género.

A música é incrível. Transmite-nos vários estados de espírito, várias vivências.

Graças talvez à influência paterna, sempre fui muito ecléctica na música, acabando por gostar de muitos géneros musicais diferentes e de diferentes nacionalidades.

Desde a música clássica e os blues passando pela música tradicional, pelo rock e pelo heavy metal gosto de tudo um pouco.

Tudo depende do meu estado de espírito.

Se um dia me apetece deitar a casa abaixo e ouvir Metallica, outras vezes apetece-se ouvir uma melodia com uma letra marcante (adoro letras que me digam algo)e oiço Bob Dylan ou algo com uma mensagem forte. Pode ainda apetecer-me paz de alma e ouvir um Adágio ou então ouvir outro tipo de interpretes como Sting, U2 ou Offspring ou então uma boa guitarrada. Posso ainda querer dançar uma boa salsa apesar de não saber dançar.

Tudo depende da minha disposição.

Para além de ouvir música, recomendo a todos a oportunidade de aprender música. É muito importante pois acaba por estar sempre ligada aos momentos que compõem a nossa existência.

Não se deve pensar, porém, que a música traz sempre prazer. Não é assim.

O que para mim é agradável de ouvir pode não o ser para outra pessoa. O ouvido não é o mesmo. As influências diferentes.

Por outro lado, as horas em que as mães têm de ouvir exercícios de piano, clarinete, violoncelo etc., quase podem levá-las ao desespero. Lembro-me bem lá em casa com os meus treinos de saxofone. Eram de arrepiar :)

"Suportar" esses períodos de exercício requer muita imaginação e paciência.

Mas a participação na arte musical ajuda-nos a apreciá-la mais tarde, pelo menos é essa a minha experiência.

Nos dias de tensão, quando a vida frequentemente parece ser enfadonha, é bom esquecermo-nos de nós mesmos por momentos e dar ao corpo e à mente a oportunidade de esquecer as tensões e ansiedades e receber novas forças. A música pode ajudar-nos nesse processo.

A música é importante para o nosso amadurecimento saudável. Nota-se bem isso nas crianças. Agora que sou mãe ainda tenho uma maior percepção deste facto.

Sons brandos e suaves servem para acalmar e provocam o sono; melodias agradáveis e animadas trazem contentamento.

Rute Mathews, no seu livro You Need Music ("A Música é Necessária") disse: "Quando as crianças sabem cantar ou tocar, obtêm duplo benefício, porque isso se torna um meio de expressão individual. Não nos preocupamos tanto com o que as crianças farão pela música, como com o que a música pode efectuar em seu favor. A criança que encontra prazer na música não procurará fazer acções menos boas.".

A música tem desempenhado uma parte importante na minha vida.

O Dr. Lee DuBridge, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia, escreveu: "Partilho a opinião de muitos matemáticos e cientistas, de que existe estreita relação entre a matemática, a ciência e a música. A harmonia da Natureza e as harmonias da música transmitem mensagens para nós. (...) A música é uma preciosa herança cultural que cada pessoa deve ter .privilégio de compreender e desfrutar".

Concordo com o que ele disse.

Até para a maioria dos leigos, a música não é um passatempo mas um meio de vida, uma parte da personalidade. Quem se empenha nalguma actividade musical, quer seja tocar um instrumento, participar dos cânticos na igreja ou simplesmente ouvir os sons musicais, pode aprender a amar, a respeitar e a apreciar a música como uma arte. Para essa pessoa, a vida sempre será interessante.

A música é uma linguagem universal que consegue unir diferentes culturas, diferentes realidades. Influencia a nossa vida espiritual e a nossa vida interior.

Reflecte a nossa tranquilidade, agitação, vivacidade, desalento, vitalidade ou debilidade – todas as modificações que ocorrem na nossa vida - de modo mais directo e peculiar do que qualquer outro meio de comunicação humano.

Desprezar a música é ignorar uma dimensão inteira da experiência humana pois é nela que se encontra o maior vínculo de comunicação de toda a humanidade, unindo todas as camadas da sociedade, de todas as idades e gerações.

De facto, existem na vida poucas coisas capazes de unir as pessoas.

A música tem essa capacidade.

sábado, 17 de outubro de 2009

Teoria do divertimento

Um dos benefícios de se viver em ambientes abertos é a presença de estímulos diversos ao exercício da imaginação.

Quando vi este vídeo achei a ideia genial pelo que decidi partilhá-la convosco.

A iniciativa tem o nome de “Teoria do Divertimento”. Trata-se de estimular pessoas a desenvolver ideias que levem a um incremento de atitudes socialmente relevantes por meio do estímulo do divertimento.

Cada ideia apresentada é examinada por um júri. As escolhidas são premiadas.

Esta é uma delas: Piano-escada



As pessoas que utilizam o metro usam preferencialmente as escadas rolantes para entrar e sair das estações.

Como forma de estimular o uso das escadas comuns, alguém apareceu com a ideia de instalar, nos degraus dessas escadarias, sensores que emitem sons quando submetidos a pressão.

Os sons foram programados conforme a escala de um piano e os degraus receberam revestimentos que simulam essa escala. A engenhoca foi instalada numa estação de Estocolmo.

Resultado: houve um aumento de 61% no uso das escadas comuns.

Nos dias de hoje, em que as pessoas andam tão cabisbaixas, esta seria uma excelente ideia para levantar o ânimo, nem que fosse, por uns momentos. Depois, muitas vezes as ideias mais simples são as que dão melhores frutos. Basta ter imaginação.

domingo, 11 de outubro de 2009

Mal-me-quer, Bem-me-quer...

Nome científico: chrysantheme leucanthenum

Hoje, num dos meus passeios domingueiros vi que os campos, apesar de já termos chegado ao Outono, ainda estavam cobertos por imensas flores, entre elas centenas de malmequeres.

Eu adoro malmequeres! É uma das minhas flores favoritas.

Gosto de vê-las no campo, em liberdade. Gosto de lhes sentir o cheio e a intensidade.

É uma flor simples mas é na sua simplicidade que se encontra toda a sua beleza.

Ao longo dos tempos muito de disse sobre ela e através dela, símbolo do bem e do mal me quer.

A tradição de desfolhar os malmequeres começou na Idade Média. Se um cavaleiro andasse com um malmequer sem uma pétala, queria dizer que já tinha escolhido a sua dama.

Em França, as margaridas desfolham-se assim: il/elle m'aime, un peu, beaucoup, passionément, à la folie, pas du tout. Aqui, dizemos: bem-me-quer, mal-me-quer...

Seja no campo pessoal, social ou profissional todos queremos aceitação, todos queremos ser amados. No entanto, nos dias de hoje isso é muito difícil, seja pelo egoísmo crescente da sociedade, seja pela hipocrisia de não sabermos quem diz realmente a verdade.

É interessante pensar nisto e em como uma simples flor como esta se pôde transformar numa metáfora de vida, da vida de cada um de nós...

Como cantava Amália Rodrigues: "... O Malmequer não é constante, o Malmequer muito varia! Vinte folhas dizem morte. Treze dizem alegria!

Apesar do dramatismo da canção, acaba por descrever bem o que é a vida, ora doce, ora amarga mas ainda assim a valer a pena.

Mais do a sua beleza, o malmequer transmite-me sentimentos de bem estar, de tranquilidade e de liberdade, tão difíceis de encontrar nos dias de hoje.

É por isso que gosto dela: Por ser selvagem, livre e ainda assim tão bela!

Uma das melhores descrições que li sobre ela é a de Alberto Caeiro e é com ela que vou encerrar este meu pensamento desejando a todos uma vida cheia de bem-me-queres...

"Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar..."
Alberto Caeiro

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Porque complicamos tanto as coisas?

Num acampamento, Sherlock Holmes e seu o parceiro Dr. Watson montam a sua tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda o seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes então pergunta:
- E o que é que isso significa?
Watson pondera durante um minuto, depois enumera:
- 1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, biliões de planetas;
- 2) Astrologicamente,observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte;
- 3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 3h15 pela altura em que se encontra a Estrela Polar;
- 4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes;
- 5) Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correcto?
Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
- Watson, seu imbecil! Significa apenas que alguém nos roubou a tenda!!!

"A VIDA É SIMPLES, NÓS É QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICAR."

domingo, 4 de outubro de 2009

Porque amamos os nossos animais?

Hoje, dia 4 de Outubro, comemora-se o Dia de São Francisco de Assis, considerado o padroeiro dos animais. Por sua relação de amor e respeito pelos animais, a data serve também para comemorar o Dia Mundial dos Animais.

Nada melhor do que festejar este dia reflectindo sobre a sua importância para nós.

Eu não tenho duvidas mas ainda assim faço a pergunta: Porque amamos os nossos animais?

Penso que nós amamos os nossos animais porque só seres tão próximos de nós como eles parecem ver a bondade que se esconde em todo o ser humano.

Qualquer pessoa tem o seu lado bom, quer seja a nossa vizinha mal educada e que não diz bom-dia a ninguém, mas que a gente sabe que trata o seu próprio cão a pão-de-ló; ou um homem capaz de roubar outro homem, mas incapaz de maltratar o seu gato.

Um animal tem a capacidade de amar o que somos, amar a nossa alma.

Podes ser um anão, um deficiente, um campeão de Fórmula 1, o que for.

Alguém disse um dia "Ninguém se pode queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão" e é verdade.

Se tivermos um animal, podemos estar certos: ele amar-te-á sempre.

Muitos dizem: eles gostam de ti porque lhes dás comida e tratas dele mas será que é só isso? Tenho a certeza que não.

Para um animal, não importa se és uma freira, um traficante, o presidente ou um mendigo. Ele também não está interessado na tua profissão, na tua cor, nas tuas preferências politicas, se és carteiro, bombeiro, médico, mecânico, estafeta ou empresário.

Amamos um animal porque somos amados por ele. Amamos um animal porque muitas vezes conseguimos comunicar melhor com eles do que com os humanos que estão ao nosso lado.
Ele ama-nos mesmo com os nossos defeitos. Ele retribui o nosso amor com o seu bem estar, as suas lambidelas, as suas birras. Ele gosta e nós e pronto. Não procura respostas.

Se repararmos bem eles ficam felizes com tão pouco. No seu coraçãozinho existe sempre lugar para mais um. Ficam felizes com pouca coisa, uma taça de comida, uma taça de água, uma festinha… Ensinam-nos que o importante não é o que queremos mas sim o que temos.

Amamos um animal porque eles são inocentemente egoístas. Nos querem só para eles e não escondem os seus desejos. O ossinho é só dele, o brinquedo é só dele, a casinha é só dele. E pronto. Assim tão simples!! Tudo é simples num animal. Até os seus defeitos são tão escancarados, são tão descaradamente sinceros, que fica muito difícil não acharmos virtudes neles!

Por isso para mim é tão difícil ver como nós, seres chamados de humanos, tratamos os animais. Como é possível?

O amor só tem uma forma e não são as barreiras criadas por nós, seja de religião, raça ou espécie, que nos deveria impedir de o praticar.

Que este dia nos sirva para reflectir sobre o quão importante é protegê-los e amá-los e cada um, à sua maneira, contribuir para esta mudança de mentalidades e atitudes tão necessária nos dias de hoje.