
As mulheres não ganham dos homens em muitas coisas. Mas se há algo em que são insuperáveis é no relacionamento com cada filho.
As primeiras a perceber de que há alguém que está a caminho somos nós. Durante 9 meses vai-se estabelecendo um diálogo entre mãe e filho que é íntimo, profundo e misterioso.
Durante a gravidez o pai está presente. Sua companhia e seu carinho tornam mais fácil a caminhada. Consegue sentir o bebé, pode falar com ele mas nada se compara ao que sentimos.
Quando o bebé nasce, também somos nós as única que podem oferecer-lhe o melhor alimento: o leito materno. Não só do ponto de vista médico e dietético mas também psicológico e afectivo.
As que melhor sabem cuidar dele quando chora, quando pede algo que não está muito claro, quando mostram indiferença ou sono ou quando delineiam um sorriso contagioso e novo somos nós, as mulheres.
Costuma-se dizer que possuímos um "sexto sentido" com o qual percebem muito do que escapa com frequência aos olhos do novo pai.
Ser mãe não termina com as primeiras semanas nem com os primeiros meses. O filho fica marcado de um modo muito profundo por esses primeiros contactos que se estabelecem com a mulher, com a mãe. Por sua vez, o papel do pai na tarefa educativa vai aumentando com o passar dos meses.
Falar da maternidade é falar de um privilégio da mulher.
A paternidade, certamente, é fundamental para que se inicie uma vida humana. Mas um pai nunca poderá sentir em profundidade o que significa ter o filho ali "dentro". Esse filho que se iniciou tão débil e tão dependente que somente o amor pode sustentá-lo durante o tempo de gravidez.
Assim nascemos, até agora, os mais de 6 bilhões de habitantes da terra. Talvez algum dia se inventem úteros artificiais ou incubadoras de embriões. Talvez, inclusive, cheguem a ser tão perfeitos como o sistema biológico que só a mulher possui para abrir-se a cada vida humana que começa sua aventura.
Mas mesmo assim nada poderá tirar a importância e a beleza desse diálogo inicial entre a mãe e o filho que tanto nos tem ajudado a todos a dizer, já desde os primeiros momentos: vale a pena viver porque há alguém que me conhece e me ama assim, como sou, sem condições...