quinta-feira, 29 de abril de 2010

As cidades da minha vida - Praga

Através de uma amiga tive conhecimento de um desafio lançado pelo Carlos do Blog "Crónicas do Rochedo" que achei deveras interessante.

O desafio era falarmos numa das cidades da nossa vida.

Para quem gosta de viajar como eu é qualquer coisa de aliciante.

São tantos os sítios fabulosos que já tive oportunidade de visitar que se tornou muito difícil a escolha.

Em Portugal poderia nomear muitas e lá fora outras tantas. No entanto, decidi optar por uma que me encantou profundamente.

Essa cidade é Praga, na Republica Checa.

Eu sou pouco de cidades grandes, posso mesmo dizer até que sou pouco citadina. Tirando alguns casos pontuais gosto mais de lugares pequenos, ricos em história e, de preferência, verdejantes.

Praga reúne tudo isso.

É uma cidade pequena na qual podemos passear calmamente ao mesmo tempo que nos deslumbramos com a sua beleza.

A cidade de Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso património arquitectónico e rica vida cultural. É património Cultural Mundial da UNESCO e é, de facto, uma das cidade mais encantadoras que visitei.

Fez precisamente em Abril 4 anos que a visitei.

Sentir Praga é passear a pé pela Praça da cidade velha - o coração da cidade - e beber toda a sua história, toda a sua arquitectura, toda a sua cultura.

Em cada esquina, o deslumbramento.

É estar presente no exacto momento em que se ouvem as badaladas do relógio astronómico e festejar como se um momento único se tratasse, porque é disso mesmo que se trata.

É viver a sensação de atravessar a Ponte Carlos que liga a cidade velha ao Bairro pequeno, cheia de gente, com bandas de jazz a tocar animadamente, com caricaturistas e artesãos.

A melhor hora para o fazer é logo cedo e não aconselho a hora de almoço pelo inúmero fluxo de turistas... e carteiristas.É passear pelas suas ruas e ver a cada esquina um monumento impar. Um pedaço de história… história sofrida mas muito mais sentida. Para quem gosta de arquitectura, este é um dos melhores sítios para se estar.

A superfície ondulada concede a Praga uma beleza singular e um panorama impressionante. As colinas sobre a cidade oferecem uma infinidade de vistas magníficas.
O rio Vltava que atravessa a cidade dá origem a um outro aspecto específico da cidade - ilhas e meandros com cantos românticos.

O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda do rio e de onde tudo começou.

A abundância de torres e miradouros concedeu a Praga o atributo da cidade das cem torres ou das cem cúpulas. Actualmente, existem aproximadamente 500 torres e miradouros na cidade.

O centro de Praga é caracterizado por ruelas ziguezagueantes e edifícios de todos os estilos arquitectónicos - rotundas românicas, catedrais góticas, palácios de estilos renascença e barroco, casas em estilos de classicismo, Arte Nova, cubismo e funcionalismo ou edifícios modernos.

Praga é uma cidade de inesperadas e raras maravilhas. Desde a sua áurea mística até á sua arquitectura fascinante são muitos os pontos de interesse.

Passear pela cidade é uma experiência que não deixa ninguém indiferente. Aqui as épocas históricas misturam-se a cada esquina. Em cada rua, em cada praça, há edifícios de uma beleza estonteante. Não deixem de visitar as igrejas de São Nicolau, do Loreto ou do Menino Jesus de Praga, no Bairro de Mala Strana, no qual encontrarão também diversos palácios barrocos da antiga aristocracia checa, datados do séc. XVII.

Das imponentes construções góticas, como a Catedral de S. Vitus ou o edifício da Câmara Municipal, (ambas na Cidade Antiga), à explosão do Barroco passando pelos edifícios da renascença, pelas construções Arte Nova, estilo que conheceu aqui mais adesão do que em qualquer outra cidade europeia com Alphonse Mucha, ou pela arquitectura cubista, tão rara em todo o mundo e que aqui tem alguns belos exemplares... Praga é um verdadeiro catálogo de estilos arquitectónicos, característica que lhe confere uma sumptuosidade única e imperdível.

Na cidade velha (Stare Mésto em checo), multiplicam-se os edifícios de elevado valor arquitectónico, verdadeiras relíquias patrimoniais, do país como a igreja Týnský, em estilo gótico, o bairro Josefstadt, que inclui o gueto e o cemitério judaicos, do século XII e as sinagogas; o relógio Astronómico Orloj para além de muitos outros edifícios e pormenores encantadores.

Já na Cidade Nova (Nové mésto) poderão encontrar a Praça e a estátua de são Venceslau, erguida em 1915, o museu nacional, o Prikopy, local da antiga fortaleza; o Teatro dos Estados, o Teatro Nacional e inúmeros palácios e igrejas onde o estilo barroco exibe todo o seu esplendor! Uma outra característica desta cidade que me fascina é a sua intensa vida cultural.

Praga foi sempre conhecida pela sua herança artística. O teatro tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento cultural da cidade mas também possui uma forte tradição musical. Um dos espectáculos mais característicos da cidade e que recomendo vivamente a não perderem é o chamado "Black light Theatre - teatro negro" ou também conhecido por lanterna mágica.

Alguns dos teatros mais populares são de carácter experimental e incluem este género de teatro quase único desta região e que incluem as marionetas, a pantomina, a mímica e a multimédia. Muitas das vezes os actores vestem-se de negro e movem objectos num palco negro sem serem vistos, só com fantoches e noutras aparecem como sombras por detrás de um lençol. Nenhum deles exije conhecimento da língua pelo que se torna internacional e muito apreciado. Eu pude assistir a vários espectáculos mas recomendo um em especial:  “A Odisseia”.

Podem ainda sentar-se numa das muitas esplanadas existentes por toda a cidade e beber uma boa cerveja checa e alguns petiscos. Para comer recomendo o restaurante "U Zlaté Konvice" que se situa bem no centro numas caves romanas e góticas do Séc. XIV e na companhia de músicos que nos animam com a sua boa disposição ou no Grand Café.

As gentes checas não são das mais simpáticas. São extremamente fechados e desconfiados mas percebendo todo o contexto histórico percebe-se o porquê. Vão aprendendo com a liberdade pelo que temos de lhes dar tempo.

Havia tanta coisa para dizer desta cidade que se me alongasse nunca mais daqui saia.

Estou a preparar um outro post onde vos irei fazer uma espécie de visita guiada pela cidade tal como a conheci. Irei pegar no meu album de fotografias que fiz (as fotos são muitas, infelizmente tiradas analogicamente) e tentar voltar a Praga recordando-a. Não vai dar para falar de todos os pontos mas, com toda a certeza, dos a não perder de modo algum.

Praga é tão linda tão linda, que só mesmo indo lá para ver, para sentir o cheirinho a croissants às 7 da matina no , viver aquela azáfama diária e consumir toda aquela história, aquela cultura, aquelas paisagens.

A única coisa que aconselho é que fujam das chuvadas de verão e das temperaturas negativas que caracterizam o rigoroso Inverno e elejam os meses da Primavera e do Outono para visitar esta cidade verdadeiramente imperdível.

 Quem quiser aderir a este desafio esteja à vontade. É sempre bom conhecer mais um pouco dos recantos maravilhosos que existe por esse mundo fora.

domingo, 25 de abril de 2010

A revolução dos cravos

No outro dia estava a ouvir um amigo meu a explicar ao filho Diogo de 8 anos o que foi o 25 de Abril e ao fim de um bocado ouvi o miúdo dizer: 

- Foi aquele dia em que os cravos apareceram nas pistolas e as pessoas que estavam cansadas de ser infelizes, deixaram de o ser.

Achei aquela descrição tão inocentemente fantástica que me ficou na memória.

O Diogo não sabia realmente o significado do 25 de Abril. Mesmo eu, que tinha apenas dois aninhos quando a revolução aconteceu, só mais tarde me apercebi da dimensão desse sonhar sem amarras.

Às tantas, o miúdo sai-se com esta pergunta:

- Oh pai, mas onde está o 25 de Abril sempre?

Não acham uma excelente pergunta? Será que algum de nós a consegue responder?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O nosso Planeta

Hoje é o Dia Internacional da Terra, criado em 1970 e adoptado mundialmente em 1990.

40 anos depois continua tudo na mesma, senão pior.

O cenário não é famoso. O nosso relacionamento com o nosso planeta piorou nos últimos anos.

Apesar de estarmos mais eficientes, estamos cada vez a gastar mais recursos.

Consumimos muito mais do que aquilo que necessitamos, a nossa pegada ecológica está cada vez pior, não preservamos o ambiente, a biodiversidade está a perder-se a uma taxa sem precedentes, não apostamos nas energias renováveis nem na educação das pessoas.

A pressão sobre a Terra está a tornar-se cada vez maior.

Podemos ver isso mesmo todos os dias e penso que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas.

Os exemplos partem de cima e é ai que começam logo a falhar. No entanto, cada um de nós é também responsável.

Na sua prepotência de se achar o “Rei do mundo” e de olhar somente para o seu próprio umbigo, o Ser Humano esquece-se que a Terra é a nossa vida. Sem ela, nada somos.


Tal como hoje, comemoramos sempre o dia disto e daquilo mas depois nada muda efectivamente.

As atitudes não podem resumir-se a dias específicos. Estes deviam servir somente como chamada de atenção.

Se não o fizermos a bem, mais cedo ou mais tarde, vamos sofrer as suas consequências. Aliás, já estamos a sofrê-las e penso sinceramente que isto é apenas uma pequena amostra.

Em 1854 o chefe Seattle, um simples índio considerado por muitos de "selvagem" fez, o que é para mim é a mais bela e profunda declaração de amor ao meio ambiente.

Ele disse: "Somos parte da terra e ela faz parte de nós.
As atitudes têm de mudar mas de uma forma permanente e sustentável.
Como é que hoje é o dia da Terra se é a Terra que faz os dias?
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo."

Se quiserem ler o texto integral da sua declaração que é longa mas a valer muito a pena podem fazê-lo aqui: Chefe Seatle

Julgamo-nos os maiores mas perante a natureza somos muito pequeninos e ela está a ficar farta das nossas atitudes e a começar a rebelar-se.

Chegou o momento de pensarmos verdadeiramente no que andamos a fazer e passar da teoria à pratica.

(Con)vivemos com ela todos os dias. A questão agora é: Como o iremos fazer?



 
E quanto ao amanhecer
E quanto a chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
E quanto aos campos de batalha
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas
Você já parou para ver
Todo o sangue que já derramamos
Você já parou para ver
Esta Terra que chora, está se desfazendo


O que fizemos ao mundo
Olhe o que fizemos
E quanto a toda a paz
Que você prometeu ao seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que você disse serem seus e meus
Você já parou para ver
Todas as crianças mortas na guerra
Você já parou para ver
Esta Terra que chora, está se desfazendo


Eu costumava sonhar
Que podia ver além das estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais


Ei, e quanto a ontem?
(E quanto a nós)
E quanto aos mares?
(E quanto a nós)
Os céus estão despencando
(E quanto a nós)
Não posso nem respirar
(E quanto a nós)
Preciso de você
(E quanto a nós)
E quanto ao valor da natureza?


É o útero do nosso planeta
(E quanto a nós)
E quanto aos animais?
(E quanto a nós)
Transformamos reinos em pó
(E quanto a nós)
E quanto aos elefantes?
(E quanto a nós)
Perdemos a confiança deles
(E quanto a nós)
E quanto as baleias que choram?
(E quanto a nós)
Debatendo-se nos mares
(E quanto a nós)
E quanto as florestas?


Queimadas apesar de nossos pedidos
(E quanto a nós)
E quanto a terra sagrada?
(E quanto a nós)
Dividida por ganância
(E quanto a nós)
E quanto ao homem comum?
(E quanto a nós)
Não podemos libertá-lo?
(E quanto a nós)
E quanto as crianças que estão morrendo?
(E quanto a nós)
Você não consegue ouvir seus choros?
(E quanto a nós)
Onde nós erramos?


Alguém me diga porque
(E quanto a nós)
E quanto ao seu filho?
(E quanto a nós)
E quanto aos dias?
(E quanto a nós)
E quanto a toda diversão deles?
(E quanto a nós)
E quanto ao Homem?
(E quanto a nós)
E quanto ao Homem que chora?
(E quanto a nós)
E quanto a Abraão?
(E quanto a nós)
E quanto a morte?
Nós ao menos nos importamos?
Podíamos aprender alguma coisa com estas palavras.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Marcha pelos animais

No sábado passado, dia 10 de Abril de 2010, realizou-se em Lisboa uma marcha em defesa dos direitos dos animais e contra a mais recente criação de uma secção dedicada à tauromaquia no Centro Nacional da Cultura.

Eu nunca fui de manifestações. Penso que em toda a minha vida participei em duas mas esta era uma daquelas a que não podia faltar. Quem me conhece sabe disso.

A concentração foi efectuada junto à Praça de Touros do Campo Pequeno e, a pé, lá fomos até à Assembleia da Republica.

Fiquei agradavelmente surpreendida com a adesão em massa das pessoas, que vieram do norte ao sul do país, especialmente com o facto de ter encontrado várias gerações.

Todos nós sabemos que o exemplo dos pais "contagia" mais, e mais facilmente os filhos do que a melhor das propagandas.

Gostei de ter participado mas confesso que não me agradou muito que o enfoque da marcha tenha sido a abolição das touradas; não que concorde com elas, muito pelo contrário. 

No entanto, todos sabemos que é mais fácil mudar um bairro inteiro que a mentalidade de uma só pessoa e português que se preze (não que eu preze muito este tipo de português), adora touradas.

Felizmente, esta ideia vai mudando mas aos poucos, melhor, muito devagarinho. 

Para mim, esta não deveria ter sido a prioridade. 

Existem situações bem mais graves e urgentes e enquanto estas não estiverem resolvidas deviamos concentrar-nos na causa animal por fases e "step-by-step" lá chegaríamos.

Em minha opinião,os direitos dos animais em geral seria o melhor tema.

Temos de unir esforços para que os nossos governantes (que, aliás, não governam coisa nenhuma) considerem os animais como seres de pleno direito, com leis que os defendam e os protejam.

A legislação, ou a falta dela é, neste momento, o mais importante.

Enquanto os animais forem considerados "coisas" não há qualquer legalidade para combater a incúria, os maus-tratos, o abandono, os abusos, enfim a crueldade.

Um dia tenho esperança na sábia frase de Leonardo da Vinci em que "virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem".

Nunca devemos pensar que os animais sofrem menos do que nós, humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, porque eles não podem ajudar-se a si mesmos. Foi por essa razão que lá estivemos e como dizia um dos muitos cartazes: "Fomos dar voz aos animais".

Na marcha a que fui, admirei certas pessoas que, com bastantes limitações físicas, quiseram estar presentes e dar o seu testemunho a favor dos seus animais em especial e de todos em geral.

Nada é perfeito. Mesmo dentro dos amantes de animais, como em muitas outras causas, existem fundamentalismos e interesses camuflados. Para mim, o que foi mais importante nesta marcha foi ver o cidadão comum que, como eu, se uniu pela mesma causa e que, como eu, não compreende e não aceita este triste estado de coisas.

Frases como: "Direitos dos animais são fundamentais", "Gatos e cães não são lixo urbano", "Cultura sim, touradas não" ou "Tortura não é cultura" foram alguns dos muitos motes que se ouviram.

Quando falei desta marcha a algumas pessoas ouvi certos comentários como: "Que idiotas, preocupados com animais. Deviam era preocupar-se com as pessoas e com coisas mais importantes".

Afirmações destas são indefensáveis porque são de gente "pequena" que não vê muito além do próprio umbigo.

Não temos de escolher uma causa em detrimento de outra.
Ambas são importantes e necessárias.

Abraham Lincoln dizia: "Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral."

Penso que esta frase resume tudo.

A única coisa que me revoltou nesta manifestação foi a absurda manipulação dos números que foi levada a cabo por alguns órgãos da comunicação social, que não fizeram mais do que menosprezar a maior manifestação de sempre feita em Portugal pelos direitos dos animais - Segundo um agente da polícia com quem falei, durante o próprio evento, estariam entre 3.500 a 4.000 pessoas.

Toda a ajuda é necessária e bem vinda desde que feita com isenção e seriedade e isso foi o que muitos não fizeram ou, pelos muitos interesses envolvidos, não quiseram.

Como cidadã só posso lamentar.

Temos de repetir esta marcha e que a divulgar; Informação, informação e bons exemplos sempre.

Na sociedade actual de quem não se fala, é esquecido e é isso que não queremos.

Falem bem ou falem mal mas falem.

Existiu uma frase que dizia: "Todos diferentes, todos animais" e é disto mesmo que se trata apesar de o esquecermos constantemente.

Quero agradecer a todas as pessoas presentes e a todos que diariamente, directa ou indirectamente, amam, ajudam e protegem os animais.

Uma grande festa a todos os animais e um abraço a todos que como eu, desejam um mundo mais justo em que Homens e animais co-habitem em harmonia.

Deixo-vos aqui um vídeo que fiz com as fotos que tirei e com os melhores momentos desta MARCHA PELOS ANIMAIS. Espero que gostem.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Encruzilhada

Tenho andado sem tempo para fazer o que realmente gosto, como actualizar o blog ao ritmo que gostaria.

Isso deixa-me um pouco angustiada. É sempre uma correria sem fim...

Faltam horas no meu dia e não vejo melhoras para esta situação.


Estou numa encruzilhada e só vejo o tempo a passar…

Tanto sonho perdido
E a vida não quer saber:
Se não foi, não será jamais
E se foi, foi. E só.
Cada escolha, racional ou instintiva,
Elimina uma chance
Um sucesso, um fracasso, um nada
E sempre resulta em perda.
E no entanto,
É querido sonhar,
É necessário perder;
Uma escolha a cada segundo
Chances muitas, de tudo, todas
Boas para quem sabe
Que sempre há ganhos
Mesmo os nunca sonhados...