quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Desejos para o ano novo...

Nascer… a coisa mais importante que acontece a cada um de nós… o momento de sair da escuridão e enfrentar o mundo.

Também o nascimento de um novo ano é um ritual de passagem… para o futuro, para o desconhecido, para a esperança de dias melhores.

Festas, alegrias, surpresas, esperanças… o que representa para cada um de nós o início de mais um ano?

O que esperamos de cada um quando começa o ano?
Tudo igual?
Tudo diferente?
Tudo melhor?

Apesar de eu não estar muito optimista no que diz respeito a este novo ano que está a chegar tenho sempre a esperança que as coisas corram bem e é a este sentimento de esperança que, no fundo, todos nos agarramos nos breves momentos que separam o velho do novo ano: Um novo desejo, uma nova oportunidade, um novo recomeço.

A cada dia de nossa vida, aprendemos com os nossos erros ou com as nossas vitórias. Mas o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo.

Que o novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança e, acima de tudo, muita saúde.

Estes são os meus votos para todos: BOAS ENTRADAS E FELIZ ANO DE 2010!

"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Reflexão de natal

É quase Natal e pensamos que seria justo, pelo menos nesta altura do ano estar toda a gente feliz... mas não é mesmo nada assim.

Muita, mas mesmo muitas pessoas, nesta altura do ano sofrem ainda mais a agonia da solidão... do querer dar algo especial aos filhos e nem sequer ter o que colocar na mesa... da agonia da doença e sofrer junto com a familia... da ausência de entes queridos...

E PORQUÊ???

Nestas alturas não consigo deixar de pensar nisso... ou desejar que esta minha realidade nunca mude... de poder estar proxima das pessoas que amo, ver a alegria de ter comida na mesa e a magia no olhar do meu filho ao abrir os presentes... da tranquilidade e paz de espirito que isso representa...

Acho que só isso bastava a tanta gente para ser feliz!!!!

Tal como as uvas vindimadas que nos nossos campos descansam agora, enquanto se transformam em algo ainda mais precisoso também cada um de nós deve, por momentos, parar e reflectir para que se faça desta a época da serenidade e da redenção e que possamos todos amanhecer renovados, fortalecidos e solidários.

Que neste tempo de amizade e família mas também de renascimento e confiança no futuro, possamos todos encontrar a tranquilidade e a esperança que nos levarão mais além no caminho do progresso e do bem estar.

É isso que desejo a todos...

UM FELIZ NATAL, cheio de momentos mágicos junto dos que mais amam E PRÓSPERO ANO NOVO com muita saúde e boa disposição!
QUE O CALOR DA AMIZADE NOS AQUEÇA A TODOS NESTES DIAS TÃO FRIOS!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Estrela de Natal

Euphorbia pulcherrima, baptizada de poinsétia, mas também conhecida por estrela-do-natal ou cardeal, é a planta da época.

Encontramo-la na primeira fila das montras ou em versão plástica nas lojas dos 300... Afinal, é mais uma invenção americana que invadiu os nossos Natais.

Apesar desta situação, não deixa de ser uma bonita planta.

A poinsétia que conhecemos hoje é descendente de um arbusto nativo do México e da América Central, onde crescia espontaneamente. Os aztecas utilizavam-na bastante.

Era utilizada para a produção de tintas usadas na cosmética, para tingir tecidos e a sua seiva para a produção de medicamentos contra a febre. Hoje ainda se utiliza as poinsétias esbranquiçadas, para a produção de cremes depilatórios.

No século XVII, esta planta começa a ter um significado natalício, quando uns frades franciscanos a utilizam numa procissão de Natal e quando são associadas, pela sua forma, à "estrela de Belém". Há poinsétias laranjas, verde pálido, marmoradas , salpicadas, vermelhas, rosas...

Em 1828, Joel Roberts Poinsett - o primeiro embaixador americano no México e famoso botânico - descobriu esta planta numa das suas saídas de campo. Impressionado com a sua beleza e cor, Poinsett recolheu algumas estacas da planta que enviou para as suas estufas na Carolina do Sul. Alguns anos mais tarde, a euphorbia pulcherrima era baptizada de poinsétia em honra do responsável pelo seu achamento.

A sua difusão e comercialização enquanto planta de interior deve-se a Paul Ecke, um floricultor da Califórnia. Ao reparar que a sua floração coincidia com a época natalícia, imediatamente transformou a poinsétia num dos símbolos do Natal.

Várias espécies foram desenvolvidas e reduzidas para poderem ser usadas como plantas de interior. A Paul Ecke devem-se também as variedades mais conhecidas.

As poinsétias são plantas que requerem imensos cuidados. Para "florirem" (ou seja, para que os seus botões e brácteas se formem) a tempo do Natal, as plantas devem ser sujeitas a um tratamento de luz que dura cerca de oito semanas. A partir do primeiro dia de Outubro, devem estar na total escuridão durante 14 horas por noite para que as suas folhas se transformem.

Mas...não é só beleza, também têm algum perigo... a sua seiva leitosa em contacto com a pele e mucosas provoca inflamações, dor e comichão, também pode irritar os olhos, a sua ingestão causa náuseas, vómitos e diarreia...mas não provoca a morte, como dizem (só se for ingerido grandes quantidades).

Sabem...o que parecem ser pétalas das flores, são brácteas, folhas modificadas que têm a função de proteger as flores verdadeiras que são as pequeninas que se encontram no centro da planta.

Conta a lenda mexicana...que uma menina de nome Pepita, não sabia o que oferecer ao Menino Jesus na missa do Natal. Expõe assim o seu problema ao seu primo Pedro, que a acompanha a caminho da Igreja. Pedro consola Pepita, e diz que aos olhos de Deus, não importa o valor da oferta, o que interessa é a intenção. Pepita vai colhendo plantas no caminho...quando chega à Igreja, vê a pobreza da sua oferta e chora... mas mesmo assim oferece as plantas. Então frente a toda a congregação reunida no templo, as folhas dos ramos ficam tingidas de uma cor brilhante e vermelha. O povo fica espantado e declara o acontecimento como um milagre.

É interessante conhecer as histórias por detrás das coisas, não acham? Faz-nos vê-las de uma outra forma. Foi o que me aconteceu com esta Estrela de Natal!




segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Existe amizade virtual ou simplesmente amizade?


Hoje acordei a pensar nos amigos.

Amigos estes que não vejo muitas vezes... mas que os sinto.

Penso que este meu sentir foi resultado de uma tarde bem passada que tive à uns dias com umas amigas que "conheci" virtualmente e que foi muito boa.

Aquelas horas que estivemos juntas pareceram apenas minutos tal era a sintonia.

Nestas coisas ou existe o click, aquela coisa kármica que nos une ou nada feito. Eu tenho tido sorte.

Isto fez-me pensar no que é a amizade virtual e no que ela encerra.

Existirá mesmo amizade virtual ou é simplesmente amizade?

Conhecer pessoas novas está cada vez mais fácil. As novas tecnologias facilitam a nossa ligação com outras pessoas sem termos que estar ao lado delas fisicamente.

Estamos cansados de saber que isso trás os seus perigos, nem tudo o que parece é. Eu vou sempre com cautela. No entanto, também acredito que, apesar de todos esses perigos, existem amizades reais que tiveram início na Internet. Eu sou um exemplo disso mesmo.

Vou-vos contar duas histórias que se passaram comigo e que comprovam o que tenho estado a dizer.

Ainda longe do tempo da tecnologia existia uma coisa a que chamávamos de "penfriends". Não sei se já ouviram falar.

Era uma rede internacional de amizade onde as pessoas podiam trocar correspondência, normalmente através de carta, onde nos dávamos a conhecer.

Sempre adorei escrever e sempre tive muitos "penfriends" e de várias nacionalidades. Adorava ir à caixa de correio ver se tinha carta. Era uma alegria.

Existiram aqueles de quem nunca mais tive notícias mas outros com quem ainda falo hoje.

Tenho um amigo em particular que "conheci" com apenas 15 anos. É brasileiro e chama-se Marco.

A nossa amizade já cresceu para além do virtual mas foi ele que nos deu a conhecer.

Já passaram mais de 15 anos desde o nosso 1.º Encontro mas passados todos estes anos, nunca perdemos o contacto.

A amizade é assim, mesmo com a distância, deve-se regar, tal qual como uma flor.

Outro caso foi de uma amiga que conheci através de uma troca de mails relativamente à adopção de um cão, como sabem uma das minhas paixões.

A coisa foi crescendo de tal forma que hoje somos boas amigas e visita de casa uma da outra mesmo apesar das distâncias.

Algumas amizades tornaram-se tão fortes, que praticamente ninguém acredita que tenham surgido virtualmente.

Conheço pessoais "virtuais" com quem tenho mais proximidade do que com outros amigos com quem convivo socialmente. Estranho, não é?

Mas volto à mesma pergunta: Existirá mesmo amizade virtual?

A amizade não é um sentimento real que temos e que vai crescendo à medida em que vamos travando conhecimento com alguém?
O que importa que seja através de um computador?

Sei que as pessoas nem sempre são o que dizem ser mas acredito que a maior parte delas é sincera.

Acredito que existam "pessoas" do outro lado do ecrã do computador, mesmo que nunca as tenha visto, mesmo que nunca lhes tenha escutado o som da voz.

Pessoas com problemas ou não, alegrias ou tristezas, felizes ou desesperadas, mas com algo em comum: sentimentos reais!

Claro que a amizade, ao crescer, nos faz querer mais mas, neste ponto o que realmente vejo, é que não importa se é virtual ou real, as pessoas são sempre iguais nas suas idas e vindas ou com suas breves passagens em nossa vida.

Existe de tudo nestes amigos e cada um tem as suas características. Uns são mais alegres, outros mais sérios, outros mais confidentes mas, acima de tudo, não deixam de ser amigos.

É para mim um prazer receber aquela mensagem, aquele abraço... mesmo que virtual.

Por trás de um ecrã frio, existe o envolvimento, as emoções e a esperança do (re)encontro.

Chamem-me ingénua, sonhadora, o que quiserem. Mas as experiências que até agora tive levam-me neste sentido.

A Internet, mesmo com os seus perigos, permitem-nos conhecer pessoas extraordinárias que, de outra forma não seria possível e, nem que seja só por isso, vale a pena.

Podem deixar de ser só amizades virtuais. Ou então, nunca deixar de o ser. No entanto, nunca deixam de ser amizades.

Para tentar perceber ainda mais esta questão fui até ao dicionário.

Virtual: do Lat. virtus, adj., existe como faculdade, mas sem exercício ou efeito; potencial; possível; suscetível de se exercer ou realizar.
Amizade: do Lat. amicitate, s. f., quer dizer afeição; amor; boas relações; laço cordial; dedicação; benevolência.

Pela análise dos dois termos, poderíamos definir amizade virtual como uma relação afectuosa que ainda não se efectivou. Mas será isto totalmente verdade? Não acredito.

As minhas amizades virtuais são tão efectivas como este teclado em que escrevo neste momento estas palavras e tão afectivas como qualquer uma das minhas amizades. Este é um típico caso em que o idioma não expressa com exactidão a realidade.

Amigos são amigos em qualquer lugar. Em casa, na faculdade, no trabalho, não importa. Uma verdadeira amizade não tem hora nem lugar para começar.

Essa amizade que começa em frente ao frio ecrã de um computador se conservada, cresce. E dá início a uma intensa troca de calor. Até que chega um momento em que devemos trazê-la para o mundo real. E aquele amigo de mensagens mostra-se não só mais um amigo mas, muitas vezes, o amigo ideal.

Sinto que vocês, meus amigos virtuais ou não, fazem parte do meu mundo real e quero que continuem nele. Porque vocês são, para mim, realmente muito especiais.


Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximará
Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar amizade,
nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade
construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente,
sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e nos
lembraremos para sempre.

Albert Einstein

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma imagem de nós mesmos

Todos nós, em algum momento da nossa vida, pensamos que temos a razão do nosso lado e que os outros é que não nos entendem.

Se temos razão algumas vezes, noutras isso não acontece.

Temos muita dificuldade em aceitar os nossos erros, os nossos defeitos. No entanto, raramente perdoamos os erros dos outros.

Esta foto de Gilberto de Nucci descreve como nenhuma outra este nosso comportamento.

Segundo ele, os Homens caminham pela terra em fila indiana, cada um carregando uma mochila à frente e outra atrás.

Na mochila da frente, colocamos as nossas qualidades, as nossas conquistas.
Na de trás, guardamos todos os nossos defeitos.

Por isso, durante a jornada da vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuimos, presas ao nosso peito e ao mesmo tempo reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está à nossa frente e em todos os defeitos que possui.

Nesse momento julgamo-nos melhores do que ele, sem perceber que a pessoa atrás de nós está a pensar a mesma coisa a nosso respeito.

Interessante, não acham?

Em que lugar vamos nós nesta fila?

Vale a pena pensar nisto.