Já cá não venho à precisamente 2 meses e 8 dias, muito tempo para estar ausente.
A verdade é que ando sem ânimo para nada e isso reflecte-se em todo o processo da minha vida.
O quebra-cabeças que estou a construir da minha vida e de que vos falei no meu ultimo post antes deste silêncio prolongado está com algumas peças soltas e não tenho encontrado forma de as encaixar correctamente, ou pelo menos, de forma a sentir-me com a paz de alma e força necessárias para inverter esta espiral de acontecimentos.
Muita coisa tem acontecido nestes últimos meses que me têm deixado sem energias. Muita coisa ainda vai acontecer mas não vale a pena sofrer por antecipação pois ai sofremos duas vezes e isso não faz sentido... mas a nossa cabeça trai-nos muitas vezes o que já sabemos à partida.
Este silêncio provoca em mim sentimentos contraditórios e de alguma culpa.
Criei na blogosfera, e ao contrário do que inicialmente poderia imaginar, algumas amizades e esta ausência de partilha que se criou foi em parte quebrada por minha culpa.
Tento inverter as coisas mas quando me sento ao computador para escrever qualquer coisa, nada me sai de interessante pelo que desisto… e tenho-o feito desde essa altura.
Já pareço o que a canção de António Variações tantas vezes refere “Estou bem aonde não estou…” e é assim que me tenho sentido ultimamente e isso deixa-me irritada... comigo mesma...
Sei que a vida não pára para que eu fique bem e existem situações tão piores que a minha que tenho de dizer basta!!! Qual grito do Ipiranga, que serve tanto de desabafo como de libertação.
Desta forma, quero-vos dizer que estou de volta, ou pelo menos, estou a tentar fazê-lo.
Vão voltar a ter notícias minhas (Se calhar algumas sem grande importância) ou de terceiros mas que ache interessante partilhar mas o importante é isso mesmo: Partilhar!!!!
Peço desculpa por este testamento pois não quero deixar-vos com "má onda".
Vocês mereciam uma explicação e esta é, em parte, o melhor que vos consigo dizer.
Estou de volta e isso é o que realmente importa!
Agradeço a muitos o carinho que, mesmo com esta ausência, me têm demonstrado.
É dele que me alimento e de todos os pequenos momentos de felicidade que vou tendo na minha vida.
A VIDA
A vida, acredita, não é um sonho
Tão negro quanto os sábios dizem ser.
Frequentemente uma manhã cinzenta
Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.
Às vezes há nuvens sombrias
Mas é apenas em certos dias;
Se a chuvada faz as rosas florir
Ó porquê lamentar e não sorrir?
Rapidamente, alegremente
As soalhentas horas da vida vão passando
Agradecidamente, animadamente
Goza-as enquanto vão voando.
E quando por vezes a Morte aparece
E consigo o que de Melhor temos desaparece?
E quando a dor se aprofunda
E a esperança vencida se afunda?
Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,
Inconquistável, sem nunca morrer.
Alegre com a sua asa dourada
Suficientemente forte para nos fazer sentir bem
Corajosamente, sem medo de nada
Enfrenta o dia do julgamento que vem.
Porque gloriosamente, vitoriosamente
Pode a coragem o desespero vencer.
Emile Bronte