quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A importância da notícia "O resgate dos Mineiros no Chile"

Esta notícia não teria para mim o impacto que teve não fosse o extraordinário acontecimento que foi e, sobretudo, os valores que o envolve.

Todos os dias, os noticiários dão-nos conta do que se passa no mundo. No entanto, quase sempre dão enfoque ao lado mais negro das notícias e que tem um efeito, em cada um de nós, de desalento e, pior de tudo, de indiferença.

Este acontecimento marca pela diferença.

Realça, para além das maravilhas da tecnologia, o empenho, a solidariedade, a união e a esperança.

Nos tempos difíceis que correm são estes os valores que deviam prevalecer pelo que, nem que seja só por isso, vale a pena divulgar.

Quem ajuda e salva uma vida, salva o mundo. Nem imagino a alegria desta equipa ao ter ajudado a salvar 33. É uma alegria contagiante e é por isso mesmo que a partilho.

Vamos dar sorrisos a quem precisa

Olá a todos,

Sei que já à bastante tempo não dou notícias e peço desculpa por esse facto mas o tempo parece que cada vez é menor para tudo o que quero fazer. No entanto, pediram-me para divulgar este apelo e como acredito nele não pude deixar de o fazer.

Tenho uma amiga que tem um Projecto chamado “pelos amigos leais” onde tenta por todos os meios ajudar os animais carenciados, como sabem uma causa que defendo com unhas e dentes.

Neste momento, ela também está a divulgar um outro pedido que, nada tendo a ver com o anterior, é semelhante do acto.

Para quem acusa, muitas vezes, as pessoas que gostam de animais de não gostarem de pessoas está aqui a prova de como estão enganados. Geralmente é ao contrário. Quem ajuda uma causa, ajuda a outra.

Somos todos seres vivos e todos merecemos respeito. Depois, não existe nada no mundo melhor do que as crianças e os animais.

Este pedido não tem fronteiras pelo que não deixem de participar, divulgar e de comentar esta Campanha.

Vamos dar sorrisos aos meninos da Aldeia da paz!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia Mundial do Animal


Hoje é o Dia Mundial dos Animais, dia que se celebra desde 1930 em mais de 45 países e que tem como padroeiro S. Francisco de Assis.

Aproveito para mencionar este dia, apesar de para mim os animais serem uma constante e constantemente lembrados na minha vida...

No entanto, para mim este não foi, DE FACTO, o dia dos animais embora pudesse ter sido. 

Isto porque eu adoro animais, porque me sinto infeliz quando os mesmos são maltratados e porque me sinto privilegiada em ter como companheiros os meus 3 canitos lindos de 4 patas indispensáveis na minha vida: A Mitucha, o Tomás e a Kika.

É um dia para reflectir. Reflectir mão só sobre como devemos amar e respeitar os animais que vivem em nossas casas, como também sobre a forma como tratamos muitos animais que sofrem às nossas mãos, mãos cada vez mais desumanas.

Em jeito de homenagem, foi por todos eles que escrevi estas palavras.


Deixo-vos aqui algumas fotos dos meus "meninos". Digam lá se não são lindos?


"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles."
                            Philip Ochoa

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Viver a vida


No seguimento do mail anterior lembrei-me do poema "Lembrete" de Mário Quintana e, neste preciso momento, não existe nada que faça mais sentido. Deviamos reflectir sobre o que ele encerra...

Lembrete

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:
"Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
                                                                 Mário Quintana

Uma Salva de Palmas para António Feio

Ontem à noite faleceu António Feio.
Hoje logo pela manhã é com esta notícia que acordo para mais um dia de trabalho.

Não conhecia António Feio mas o seu falecimento precose tocou-me muito. Era uma fatalidade anunciada mas assistir a toda a sua força, toda a sua luta e a todo o seu sentido de humor, mesmo na doença, é impressionante.

Costuma-se dizer que "Pelas costas dos outros vê-mos as nossas" e  normalmente estamos tão absorvidos pelo nosso dia a dia, que nos esquecemos do que se passa ao nosso lado.

António Feio era um grande actor e tive, por diversas vezes, oportunidade de o comprovar em algumas das peças de teatro a que assisti.

No entanto, o que me faz levar a escrever este post, não é bem pelo grande actor que era mas sim, e especialmente, pelo homem extaordinário, simples e sincero que parecia ser.

Ele não gostava de tristezas pelo que, a melhor forma de homenageá-lo é deixá-los com as suas palavras e com uma mensagem forte na qual ele acreditava e que nos devia fazer reflectir sobre a forma como levamos a nossa vida.

Até sempre António. Para ti, a minha grande salva de palmas!



Informação útil: http://aeiou.visao.pt/morreu-antonio-feio=f567761

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma vida para salvar tantas outras

Hoje comemoram-se os 125 anos do nascimento de Aristides de Sousa Mendes.

Há portugueses que se referem a Aristides de Sousa Mendes como o "Schindler português". No entanto, como diz Ruben Obadia, director do Jornal Publituris "Chamá-lo de Oskar Schindler português é diminui-lo. Schindler é que foi o Sousa Mendes alemão. Isso sim"

Schindler deve a sua grande notoriedade ao filme de Steven Spielberg.

E para Aristides de Sousa Mendes? Para quando o merecido reconhecimento?

Estamos em 2010 e, em Portugal, já quase ninguém se lembra quem foi Aristides de Sousa Mendes o que não deixa de ser muito triste.

Desta forma, achei que esta seria uma ocasião excepcional para nos lembrarmos do homem que mais vidas humanas salvou, em toda a História de Portugal.

Talvez pelo facto dos nossos "igrejos avós" terem sido quase todos eles valentes guerreiros (pessoas que mataram outros seres humanos), ainda custa aceitar a ideia de que Aristides foi um verdadeiro herói.

Cada época tem valores próprios... e a Carta dos Direitos Humanos só foi proclamada depois a 2ª Guerra Mundial.

Na base desta nova matriz de valores estão homens como Aristides de Sousa Mendes, cuja heroicidade está longe de ser amplamente reconhecida pelos portugueses.

Os grandes símbolos e os grandes heróis conferem ancoragem à identidade de um povo. São motivo de orgulho e o fundamento de uma auto-estima positiva.

Todos os portugueses de boa vontade podem e devem orgulhar-se de Aristides de Sousa Mendes.

Este herói português, supremo símbolo da liberdade e dos direitos humanos que teve de fazer uma opção: salvar do holocausto o maior número possível de vidas, em detrimento dos seus interesses pessoais, numa actuação humanitária corajosa, firme e continuada, sofrendo por isso a perseguição sistemática dos poderes instituídos, até ao fim da sua vida, sem renegar o seu gesto solidário.

O historiador Yehuda Bauer, no seu livro “A History of the Holocaust”, escreve: “o Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto”.

Pagou caro o seu altruísmo e jamais conseguiu em vida o mínimo de reconhecimento pelo seu acto nobre.

Por todo o lado, facebook, sites, blogs, livros, filmes e tantos outros meios, se está a tentar dar voz e honrar este símbolo da nossa memória colectiva.
Infelizmente, ainda hoje a sua casa – que há muito deveria ser um Memorial e um Centro Universal dos Direitos Humanos – continua em ruínas…


Foi criada a Fundação Aristides de Sousa Mendes no sentido de tentar reabilitar o seu legado e a sua casa.

A Fundação tem por missão a divulgação e a defesa dos Direitos Humanos, tomando como referência a acção da personalidade deste grande homem.

Assim que se conseguir reabilitar a sua casa, esta será transformada em casa-museu que irá conter o espólio do cônsul que se tem estado a recolher, uma bibilioteca e centro de documentação, de arquivos e memórias e que irá dar uma particular atenção à questão dos direitos humanos e à história das perseguições durante a II Guerra Mundial, transmitindo às gerações futuras, principalmente aos mais jovens, a sua herança moral e promovendo, em colaboração com diversos parceiros, os acontecimentos de ordem cultural entre outras iniciativas...

Que este aniversário seja mais uma ocasião para divulgarmos a sua obra perene, e para interrogarmos a nossa consciência de cidadãos livres sobre o grau de degradação em que se encontra a Casa do Passal.

Para quem quiser saber mais sobre Aristides de Sousa Mendes deixo-vos aqui a biografia deste homem, com H grande que deve ser, por todos, reconhecido e homenageado.


Já que não o soubemos estimar em vida, que o façamos agora.

"Quem salva uma vida, salva o mundo" e ele fê-lo pelo que honremos a sua herança e a sua memória.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Regresso

Olá a todos,

Já cá não venho à precisamente 2 meses e 8 dias, muito tempo para estar ausente.

A verdade é que ando sem ânimo para nada e isso reflecte-se em todo o processo da minha vida.

O quebra-cabeças que estou a construir da minha vida e de que vos falei no meu ultimo post antes deste silêncio prolongado está com algumas peças soltas e não tenho encontrado forma de as encaixar correctamente, ou pelo menos, de forma a sentir-me com a paz de alma e força necessárias para inverter esta espiral de acontecimentos.

Muita coisa tem acontecido nestes últimos meses que me têm deixado sem energias. Muita coisa ainda vai acontecer mas não vale a pena sofrer por antecipação pois ai sofremos duas vezes e isso não faz sentido... mas a nossa cabeça trai-nos muitas vezes o que já sabemos à partida.

Este silêncio provoca em mim sentimentos contraditórios e de alguma culpa.

Criei na blogosfera, e ao contrário do que inicialmente poderia imaginar, algumas amizades e esta ausência de partilha que se criou foi em parte quebrada por minha culpa.

Tento inverter as coisas mas quando me sento ao computador para escrever qualquer coisa, nada me sai de interessante pelo que desisto… e tenho-o feito desde essa altura.

Já pareço o que a canção de António Variações tantas vezes refere “Estou bem aonde não estou…” e é assim que me tenho sentido ultimamente e isso deixa-me irritada... comigo mesma...

Sei que a vida não pára para que eu fique bem e existem situações tão piores que a minha que tenho de dizer basta!!! Qual grito do Ipiranga, que serve tanto de desabafo como de libertação.

Desta forma, quero-vos dizer que estou de volta, ou pelo menos, estou a tentar fazê-lo.

Vão voltar a ter notícias minhas (Se calhar algumas sem grande importância) ou de terceiros mas que ache interessante partilhar mas o importante é isso mesmo: Partilhar!!!!

Peço desculpa por este testamento pois não quero deixar-vos com "má onda".

Vocês mereciam uma explicação e esta é, em parte, o melhor que vos consigo dizer.

Estou de volta e isso é o que realmente importa!

Agradeço a muitos o carinho que, mesmo com esta ausência, me têm demonstrado.

É dele que me alimento e de todos os pequenos momentos de felicidade que vou tendo na minha vida.
A VIDA

A vida, acredita, não é um sonho
Tão negro quanto os sábios dizem ser.
Frequentemente uma manhã cinzenta
Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.

Às vezes há nuvens sombrias
Mas é apenas em certos dias;
Se a chuvada faz as rosas florir
Ó porquê lamentar e não sorrir?

Rapidamente, alegremente
As soalhentas horas da vida vão passando
Agradecidamente, animadamente
Goza-as enquanto vão voando.

E quando por vezes a Morte aparece
E consigo o que de Melhor temos desaparece?
E quando a dor se aprofunda
E a esperança vencida se afunda?

Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,
Inconquistável, sem nunca morrer.
Alegre com a sua asa dourada
Suficientemente forte para nos fazer sentir bem
Corajosamente, sem medo de nada
Enfrenta o dia do julgamento que vem.
Porque gloriosamente, vitoriosamente
Pode a coragem o desespero vencer.
                                                                       Emile Bronte

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O quebra-cabeças da vida...

A vida é cheia de términos e novos começos.
A cada curva há algo que nos desafia, seja o novo, o formidável ou simplesmente o familiar.
O que para uns é uma montanha intransponível, para outros um desafio a vencer.
O que se torna sombrio para alguns, ainda permanece iluminado para outros.
Os optimistas vêem o caminho à frente.
Os pessimistas ficam tão ocupados em olhar para trás que, muitas vezes, não conseguem ver a solução bem diante deles.
Se ficarmos a segurar a corda que nos arrasta para trás não teremos mãos livres para agarrar a corda que nos puxa para frente.

E é assim a vida... um autêntico quebra-cabeças.

Um quebra-cabeças onde se pode dizer que cada escolha feita (acertada ou errada) representa uma de suas peças.

Cada dia que passamos é uma nova peça encaixada. Outras vezes tentamos encaixar uma peça em local que não é o destinado a ela e isso pode ser comparado com os erros que cometemos no decorrer de nossas vidas.

Cada erro atrasa ainda mais o termino do jogo... que exige do jogador o máximo de atenção possível, assim deve ser feito na vida também.

Às vezes algumas coisas acontecem e não entendemos o motivo, mas depois vemos que tudo se encaixa como um quebra-cabeças e é exactamente assim.

Quantas vezes batemos com a cabeça para resolver nossos problemas até tudo começar a fazer sentido, o não, o sim, o sorriso, a lágrima, o silêncio, a fala, tudo acontece para abrirmos espaço às novidades.

Tal como num jogo, também na vida devemos procurar os meios para resolver o enigma criado a cada experiência nova, a cada erro cometido, a cada relacionamento vivido. Como num jogo nada pode ser desprezado, até mesmo os riscos assumidos que estão ali para nos mostrar quão difícil é simplificar o agrupamento das peças da vida.

Tudo é uma aprendizagem. No final, este quebra-cabeças falará por nós!

Estou a montar o meu! E tu?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

As cidades da minha vida - Praga

Através de uma amiga tive conhecimento de um desafio lançado pelo Carlos do Blog "Crónicas do Rochedo" que achei deveras interessante.

O desafio era falarmos numa das cidades da nossa vida.

Para quem gosta de viajar como eu é qualquer coisa de aliciante.

São tantos os sítios fabulosos que já tive oportunidade de visitar que se tornou muito difícil a escolha.

Em Portugal poderia nomear muitas e lá fora outras tantas. No entanto, decidi optar por uma que me encantou profundamente.

Essa cidade é Praga, na Republica Checa.

Eu sou pouco de cidades grandes, posso mesmo dizer até que sou pouco citadina. Tirando alguns casos pontuais gosto mais de lugares pequenos, ricos em história e, de preferência, verdejantes.

Praga reúne tudo isso.

É uma cidade pequena na qual podemos passear calmamente ao mesmo tempo que nos deslumbramos com a sua beleza.

A cidade de Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso património arquitectónico e rica vida cultural. É património Cultural Mundial da UNESCO e é, de facto, uma das cidade mais encantadoras que visitei.

Fez precisamente em Abril 4 anos que a visitei.

Sentir Praga é passear a pé pela Praça da cidade velha - o coração da cidade - e beber toda a sua história, toda a sua arquitectura, toda a sua cultura.

Em cada esquina, o deslumbramento.

É estar presente no exacto momento em que se ouvem as badaladas do relógio astronómico e festejar como se um momento único se tratasse, porque é disso mesmo que se trata.

É viver a sensação de atravessar a Ponte Carlos que liga a cidade velha ao Bairro pequeno, cheia de gente, com bandas de jazz a tocar animadamente, com caricaturistas e artesãos.

A melhor hora para o fazer é logo cedo e não aconselho a hora de almoço pelo inúmero fluxo de turistas... e carteiristas.É passear pelas suas ruas e ver a cada esquina um monumento impar. Um pedaço de história… história sofrida mas muito mais sentida. Para quem gosta de arquitectura, este é um dos melhores sítios para se estar.

A superfície ondulada concede a Praga uma beleza singular e um panorama impressionante. As colinas sobre a cidade oferecem uma infinidade de vistas magníficas.
O rio Vltava que atravessa a cidade dá origem a um outro aspecto específico da cidade - ilhas e meandros com cantos românticos.

O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda do rio e de onde tudo começou.

A abundância de torres e miradouros concedeu a Praga o atributo da cidade das cem torres ou das cem cúpulas. Actualmente, existem aproximadamente 500 torres e miradouros na cidade.

O centro de Praga é caracterizado por ruelas ziguezagueantes e edifícios de todos os estilos arquitectónicos - rotundas românicas, catedrais góticas, palácios de estilos renascença e barroco, casas em estilos de classicismo, Arte Nova, cubismo e funcionalismo ou edifícios modernos.

Praga é uma cidade de inesperadas e raras maravilhas. Desde a sua áurea mística até á sua arquitectura fascinante são muitos os pontos de interesse.

Passear pela cidade é uma experiência que não deixa ninguém indiferente. Aqui as épocas históricas misturam-se a cada esquina. Em cada rua, em cada praça, há edifícios de uma beleza estonteante. Não deixem de visitar as igrejas de São Nicolau, do Loreto ou do Menino Jesus de Praga, no Bairro de Mala Strana, no qual encontrarão também diversos palácios barrocos da antiga aristocracia checa, datados do séc. XVII.

Das imponentes construções góticas, como a Catedral de S. Vitus ou o edifício da Câmara Municipal, (ambas na Cidade Antiga), à explosão do Barroco passando pelos edifícios da renascença, pelas construções Arte Nova, estilo que conheceu aqui mais adesão do que em qualquer outra cidade europeia com Alphonse Mucha, ou pela arquitectura cubista, tão rara em todo o mundo e que aqui tem alguns belos exemplares... Praga é um verdadeiro catálogo de estilos arquitectónicos, característica que lhe confere uma sumptuosidade única e imperdível.

Na cidade velha (Stare Mésto em checo), multiplicam-se os edifícios de elevado valor arquitectónico, verdadeiras relíquias patrimoniais, do país como a igreja Týnský, em estilo gótico, o bairro Josefstadt, que inclui o gueto e o cemitério judaicos, do século XII e as sinagogas; o relógio Astronómico Orloj para além de muitos outros edifícios e pormenores encantadores.

Já na Cidade Nova (Nové mésto) poderão encontrar a Praça e a estátua de são Venceslau, erguida em 1915, o museu nacional, o Prikopy, local da antiga fortaleza; o Teatro dos Estados, o Teatro Nacional e inúmeros palácios e igrejas onde o estilo barroco exibe todo o seu esplendor! Uma outra característica desta cidade que me fascina é a sua intensa vida cultural.

Praga foi sempre conhecida pela sua herança artística. O teatro tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento cultural da cidade mas também possui uma forte tradição musical. Um dos espectáculos mais característicos da cidade e que recomendo vivamente a não perderem é o chamado "Black light Theatre - teatro negro" ou também conhecido por lanterna mágica.

Alguns dos teatros mais populares são de carácter experimental e incluem este género de teatro quase único desta região e que incluem as marionetas, a pantomina, a mímica e a multimédia. Muitas das vezes os actores vestem-se de negro e movem objectos num palco negro sem serem vistos, só com fantoches e noutras aparecem como sombras por detrás de um lençol. Nenhum deles exije conhecimento da língua pelo que se torna internacional e muito apreciado. Eu pude assistir a vários espectáculos mas recomendo um em especial:  “A Odisseia”.

Podem ainda sentar-se numa das muitas esplanadas existentes por toda a cidade e beber uma boa cerveja checa e alguns petiscos. Para comer recomendo o restaurante "U Zlaté Konvice" que se situa bem no centro numas caves romanas e góticas do Séc. XIV e na companhia de músicos que nos animam com a sua boa disposição ou no Grand Café.

As gentes checas não são das mais simpáticas. São extremamente fechados e desconfiados mas percebendo todo o contexto histórico percebe-se o porquê. Vão aprendendo com a liberdade pelo que temos de lhes dar tempo.

Havia tanta coisa para dizer desta cidade que se me alongasse nunca mais daqui saia.

Estou a preparar um outro post onde vos irei fazer uma espécie de visita guiada pela cidade tal como a conheci. Irei pegar no meu album de fotografias que fiz (as fotos são muitas, infelizmente tiradas analogicamente) e tentar voltar a Praga recordando-a. Não vai dar para falar de todos os pontos mas, com toda a certeza, dos a não perder de modo algum.

Praga é tão linda tão linda, que só mesmo indo lá para ver, para sentir o cheirinho a croissants às 7 da matina no , viver aquela azáfama diária e consumir toda aquela história, aquela cultura, aquelas paisagens.

A única coisa que aconselho é que fujam das chuvadas de verão e das temperaturas negativas que caracterizam o rigoroso Inverno e elejam os meses da Primavera e do Outono para visitar esta cidade verdadeiramente imperdível.

 Quem quiser aderir a este desafio esteja à vontade. É sempre bom conhecer mais um pouco dos recantos maravilhosos que existe por esse mundo fora.

domingo, 25 de abril de 2010

A revolução dos cravos

No outro dia estava a ouvir um amigo meu a explicar ao filho Diogo de 8 anos o que foi o 25 de Abril e ao fim de um bocado ouvi o miúdo dizer: 

- Foi aquele dia em que os cravos apareceram nas pistolas e as pessoas que estavam cansadas de ser infelizes, deixaram de o ser.

Achei aquela descrição tão inocentemente fantástica que me ficou na memória.

O Diogo não sabia realmente o significado do 25 de Abril. Mesmo eu, que tinha apenas dois aninhos quando a revolução aconteceu, só mais tarde me apercebi da dimensão desse sonhar sem amarras.

Às tantas, o miúdo sai-se com esta pergunta:

- Oh pai, mas onde está o 25 de Abril sempre?

Não acham uma excelente pergunta? Será que algum de nós a consegue responder?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O nosso Planeta

Hoje é o Dia Internacional da Terra, criado em 1970 e adoptado mundialmente em 1990.

40 anos depois continua tudo na mesma, senão pior.

O cenário não é famoso. O nosso relacionamento com o nosso planeta piorou nos últimos anos.

Apesar de estarmos mais eficientes, estamos cada vez a gastar mais recursos.

Consumimos muito mais do que aquilo que necessitamos, a nossa pegada ecológica está cada vez pior, não preservamos o ambiente, a biodiversidade está a perder-se a uma taxa sem precedentes, não apostamos nas energias renováveis nem na educação das pessoas.

A pressão sobre a Terra está a tornar-se cada vez maior.

Podemos ver isso mesmo todos os dias e penso que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas.

Os exemplos partem de cima e é ai que começam logo a falhar. No entanto, cada um de nós é também responsável.

Na sua prepotência de se achar o “Rei do mundo” e de olhar somente para o seu próprio umbigo, o Ser Humano esquece-se que a Terra é a nossa vida. Sem ela, nada somos.


Tal como hoje, comemoramos sempre o dia disto e daquilo mas depois nada muda efectivamente.

As atitudes não podem resumir-se a dias específicos. Estes deviam servir somente como chamada de atenção.

Se não o fizermos a bem, mais cedo ou mais tarde, vamos sofrer as suas consequências. Aliás, já estamos a sofrê-las e penso sinceramente que isto é apenas uma pequena amostra.

Em 1854 o chefe Seattle, um simples índio considerado por muitos de "selvagem" fez, o que é para mim é a mais bela e profunda declaração de amor ao meio ambiente.

Ele disse: "Somos parte da terra e ela faz parte de nós.
As atitudes têm de mudar mas de uma forma permanente e sustentável.
Como é que hoje é o dia da Terra se é a Terra que faz os dias?
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo."

Se quiserem ler o texto integral da sua declaração que é longa mas a valer muito a pena podem fazê-lo aqui: Chefe Seatle

Julgamo-nos os maiores mas perante a natureza somos muito pequeninos e ela está a ficar farta das nossas atitudes e a começar a rebelar-se.

Chegou o momento de pensarmos verdadeiramente no que andamos a fazer e passar da teoria à pratica.

(Con)vivemos com ela todos os dias. A questão agora é: Como o iremos fazer?



 
E quanto ao amanhecer
E quanto a chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
E quanto aos campos de batalha
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas
Você já parou para ver
Todo o sangue que já derramamos
Você já parou para ver
Esta Terra que chora, está se desfazendo


O que fizemos ao mundo
Olhe o que fizemos
E quanto a toda a paz
Que você prometeu ao seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que você disse serem seus e meus
Você já parou para ver
Todas as crianças mortas na guerra
Você já parou para ver
Esta Terra que chora, está se desfazendo


Eu costumava sonhar
Que podia ver além das estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais


Ei, e quanto a ontem?
(E quanto a nós)
E quanto aos mares?
(E quanto a nós)
Os céus estão despencando
(E quanto a nós)
Não posso nem respirar
(E quanto a nós)
Preciso de você
(E quanto a nós)
E quanto ao valor da natureza?


É o útero do nosso planeta
(E quanto a nós)
E quanto aos animais?
(E quanto a nós)
Transformamos reinos em pó
(E quanto a nós)
E quanto aos elefantes?
(E quanto a nós)
Perdemos a confiança deles
(E quanto a nós)
E quanto as baleias que choram?
(E quanto a nós)
Debatendo-se nos mares
(E quanto a nós)
E quanto as florestas?


Queimadas apesar de nossos pedidos
(E quanto a nós)
E quanto a terra sagrada?
(E quanto a nós)
Dividida por ganância
(E quanto a nós)
E quanto ao homem comum?
(E quanto a nós)
Não podemos libertá-lo?
(E quanto a nós)
E quanto as crianças que estão morrendo?
(E quanto a nós)
Você não consegue ouvir seus choros?
(E quanto a nós)
Onde nós erramos?


Alguém me diga porque
(E quanto a nós)
E quanto ao seu filho?
(E quanto a nós)
E quanto aos dias?
(E quanto a nós)
E quanto a toda diversão deles?
(E quanto a nós)
E quanto ao Homem?
(E quanto a nós)
E quanto ao Homem que chora?
(E quanto a nós)
E quanto a Abraão?
(E quanto a nós)
E quanto a morte?
Nós ao menos nos importamos?
Podíamos aprender alguma coisa com estas palavras.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Marcha pelos animais

No sábado passado, dia 10 de Abril de 2010, realizou-se em Lisboa uma marcha em defesa dos direitos dos animais e contra a mais recente criação de uma secção dedicada à tauromaquia no Centro Nacional da Cultura.

Eu nunca fui de manifestações. Penso que em toda a minha vida participei em duas mas esta era uma daquelas a que não podia faltar. Quem me conhece sabe disso.

A concentração foi efectuada junto à Praça de Touros do Campo Pequeno e, a pé, lá fomos até à Assembleia da Republica.

Fiquei agradavelmente surpreendida com a adesão em massa das pessoas, que vieram do norte ao sul do país, especialmente com o facto de ter encontrado várias gerações.

Todos nós sabemos que o exemplo dos pais "contagia" mais, e mais facilmente os filhos do que a melhor das propagandas.

Gostei de ter participado mas confesso que não me agradou muito que o enfoque da marcha tenha sido a abolição das touradas; não que concorde com elas, muito pelo contrário. 

No entanto, todos sabemos que é mais fácil mudar um bairro inteiro que a mentalidade de uma só pessoa e português que se preze (não que eu preze muito este tipo de português), adora touradas.

Felizmente, esta ideia vai mudando mas aos poucos, melhor, muito devagarinho. 

Para mim, esta não deveria ter sido a prioridade. 

Existem situações bem mais graves e urgentes e enquanto estas não estiverem resolvidas deviamos concentrar-nos na causa animal por fases e "step-by-step" lá chegaríamos.

Em minha opinião,os direitos dos animais em geral seria o melhor tema.

Temos de unir esforços para que os nossos governantes (que, aliás, não governam coisa nenhuma) considerem os animais como seres de pleno direito, com leis que os defendam e os protejam.

A legislação, ou a falta dela é, neste momento, o mais importante.

Enquanto os animais forem considerados "coisas" não há qualquer legalidade para combater a incúria, os maus-tratos, o abandono, os abusos, enfim a crueldade.

Um dia tenho esperança na sábia frase de Leonardo da Vinci em que "virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem".

Nunca devemos pensar que os animais sofrem menos do que nós, humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, porque eles não podem ajudar-se a si mesmos. Foi por essa razão que lá estivemos e como dizia um dos muitos cartazes: "Fomos dar voz aos animais".

Na marcha a que fui, admirei certas pessoas que, com bastantes limitações físicas, quiseram estar presentes e dar o seu testemunho a favor dos seus animais em especial e de todos em geral.

Nada é perfeito. Mesmo dentro dos amantes de animais, como em muitas outras causas, existem fundamentalismos e interesses camuflados. Para mim, o que foi mais importante nesta marcha foi ver o cidadão comum que, como eu, se uniu pela mesma causa e que, como eu, não compreende e não aceita este triste estado de coisas.

Frases como: "Direitos dos animais são fundamentais", "Gatos e cães não são lixo urbano", "Cultura sim, touradas não" ou "Tortura não é cultura" foram alguns dos muitos motes que se ouviram.

Quando falei desta marcha a algumas pessoas ouvi certos comentários como: "Que idiotas, preocupados com animais. Deviam era preocupar-se com as pessoas e com coisas mais importantes".

Afirmações destas são indefensáveis porque são de gente "pequena" que não vê muito além do próprio umbigo.

Não temos de escolher uma causa em detrimento de outra.
Ambas são importantes e necessárias.

Abraham Lincoln dizia: "Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral."

Penso que esta frase resume tudo.

A única coisa que me revoltou nesta manifestação foi a absurda manipulação dos números que foi levada a cabo por alguns órgãos da comunicação social, que não fizeram mais do que menosprezar a maior manifestação de sempre feita em Portugal pelos direitos dos animais - Segundo um agente da polícia com quem falei, durante o próprio evento, estariam entre 3.500 a 4.000 pessoas.

Toda a ajuda é necessária e bem vinda desde que feita com isenção e seriedade e isso foi o que muitos não fizeram ou, pelos muitos interesses envolvidos, não quiseram.

Como cidadã só posso lamentar.

Temos de repetir esta marcha e que a divulgar; Informação, informação e bons exemplos sempre.

Na sociedade actual de quem não se fala, é esquecido e é isso que não queremos.

Falem bem ou falem mal mas falem.

Existiu uma frase que dizia: "Todos diferentes, todos animais" e é disto mesmo que se trata apesar de o esquecermos constantemente.

Quero agradecer a todas as pessoas presentes e a todos que diariamente, directa ou indirectamente, amam, ajudam e protegem os animais.

Uma grande festa a todos os animais e um abraço a todos que como eu, desejam um mundo mais justo em que Homens e animais co-habitem em harmonia.

Deixo-vos aqui um vídeo que fiz com as fotos que tirei e com os melhores momentos desta MARCHA PELOS ANIMAIS. Espero que gostem.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Encruzilhada

Tenho andado sem tempo para fazer o que realmente gosto, como actualizar o blog ao ritmo que gostaria.

Isso deixa-me um pouco angustiada. É sempre uma correria sem fim...

Faltam horas no meu dia e não vejo melhoras para esta situação.


Estou numa encruzilhada e só vejo o tempo a passar…

Tanto sonho perdido
E a vida não quer saber:
Se não foi, não será jamais
E se foi, foi. E só.
Cada escolha, racional ou instintiva,
Elimina uma chance
Um sucesso, um fracasso, um nada
E sempre resulta em perda.
E no entanto,
É querido sonhar,
É necessário perder;
Uma escolha a cada segundo
Chances muitas, de tudo, todas
Boas para quem sabe
Que sempre há ganhos
Mesmo os nunca sonhados...

terça-feira, 23 de março de 2010

Iniciativa "Limpar Portugal" na minha terra...


No sábado passado, dia 20 de Março, apesar da chuva, foi um dia promissor: Limpámos Portugal.

Por todo o país foram mais de 100 mil voluntários a limpar mais de 11 mil lixeiras.

É triste vermos um país tão lindo, ficar tão poluído e abandonado.

Apesar da ideia ter surgido à 2 anos na Estónia, três anos depois, o conceito já pôs perto de 200 mil pessoas a limpar três países, um destes Portugal no sábado passado.

O Projecto Limpar Portugal é um movimento cívico que pretendeu, através da participação voluntária de pessoas particulares e de entidades privadas e públicas, promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável, por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa.

No nosso caso, limpámos o nosso concelho, onde fizemos o pleno: Todas as 8 Freguesias estiveram envolvidas, num total de mais de 300 voluntários.

A chuva que caiu constantemente ao longo da manhã não demoveu os participantes e assim pelas 8H45 da manhã lá estávamos todos nos respectivos pontos de encontro a recolher luvas, coletes, sacos e coordenadas para depois, em caravana, colocarmos “mãos à obra”.

Foi bom ver famílias inteiras a participar nesta iniciativa pois só assim se dá o exemplo e se educam as futuras gerações na defesa do meio ambiente.
Aliás, foram essas mesmas “futuras gerações” que marcaram, definitivamente o dia de sábado passado.

Eram a maioria e foi bom vê-los trabalhar na natureza, para a natureza.

Existiu no meu grupo uma adolescente que dizia: “E se fizéssemos isto mais vezes por ano?”

Na sua algo ingénua afirmação existe muita sabedoria. Pena é que não a coloquemos em prática mais vezes, não no sentido de agir sobre um mal feito mas próactivamente, não sujando.

O balanço total da acção ainda não é conhecido mas penso que o objectivo da sensibilização já foi alcançado.

Tal como eu, muitas pessoas não faziam ideia do que iam encontrar dentro das matas. No sábado sentiram que o problema existe. E, ao contrário do que se possa pensar, não é nos resíduos deixados após um piquenique que reside o principal problema. Há muito lixo industrial, monos e entulhos das obras caseiras.

Fazemos parte da natureza, única, bela e sensível. E o que temos feito por ela, pelo nosso ambiente, por nós mesmos? Porcaria, simplesmente.

Só pode ser por desconhecimento ou falta de civismo mas, infelizmente creio que é este ultimo a imperar.

Esta iniciativa não foi perfeita. Muita coisa ficou por fazer. No entanto, teve todo o mérito e vale pelo esforço de cidadania demonstrado. Agora é esperar que o civismo impere e que as autoridades competentes façam o seu trabalho.

Se todos colaborarmos será mais fácil atingir os objectivos a que nos propomos. Sei que neste país é difícil fazer acontecer mas não fizermos nada é bem pior.

Gostamos de criticar tudo e todos mas não nos apercebemos que é agindo, fazendo diferente que se conseguem obter resultados, muitas vezes surpreendentes. Sábado passado foi um dos exemplos disso mesmo.

Seria bom que não houvesse necessidade deste dia. Seria bom que ele não se repetisse.

O mais importante agora é não sujar Portugal, para que, no futuro, não seja preciso organizar mais uma acção para limpar Portugal.

Sei que é utopia mas se não sonharmos com dias melhores, o que nos resta?

O que posso dizer é que no sábado cheguei a casa com um ar de grande satisfação. Foi bom, muito bom, verificar que há tanta gente, de todas as idades, preocupados com o ambiente e empenhados na sua conservação.



Que este dia tenha servido de exemplo a quem se maltrata a si mesmo, maltratando a natureza.

Os bons exemplos são muito necessários e muito bem-vindos!

Adorei colaborar!

Senti-me útil e fiquei com a certeza que, quando o Homem quer, a natureza vive.

Os meus parabéns ao principal mentor e obreiro deste Projecto a nível do Concelho e Distrito: O Prof. Mário Júlio Reis, que muito trabalho deve ter tido.

Bem hajam a todos os que colaboraram

Bem haja quem limpa, quem protege, quem preserva!

Para o nosso bem, para o bem da nossa Terra!

Reportagem no programa Biosfera da RTP2, ao projecto nacional Limpar Portugal