
Estas ultimas semanas tenho tido uns dias stressantes, cheias de trabalho e preocupações, de tal forma, que não tenho tido vontade para mais nada.
No entanto hoje, no regresso a casa ouvi uma musica que adoro mas que não ouvia à muito tempo e isso fez-me sentir bem. Relaxou-me e, por momentos, senti-me em paz e bem disposta.
Isso fez-me ter vontade de escrever sobre ela e sobre o que a música representa para mim.
Eu gosto muito de música.
Convivo com ela diariamente e gosto da sua companhia.
Alguém disse um dia: "Mostre-me um lar em que habite a música e mostrar-lhe-ei um lar, feliz, tranquilo e alegre".
Na verdade, é difícil imaginar que existam lares sem música. Para mim, é uma presença constante e sem ela parece que me falta alguma coisa.
Oiço música a toda a hora, em casa, no carro, no trabalho…
Não havia músicos em minha casa mas sempre se ouviu música, sempre se ouviu alguém cantarolar. Para além do meu pai que tocava umas notas na guitarra e entoava canções de Zeca Afonso e outros temas do cancioneiro português, todos gostavam de cantar, todos gostavam de música.
Uma das lembranças mais vivas da minha infância é ir de viagem em família e estarmos todos a cantar. Não interessava quem cantava bem ou mal. Não era isso que interessava. O importante eram os momentos de magia. Momento da mais pura felicidade.
Fui crescendo sempre com a música presente. Mais tarde, cresceu também em mim a vontade de aprender a executar algumas das melodias que tanto gostava de ouvir.
Com 10 anos comecei a aprender a tocar saxofone, muito graças à influência do meu avô materno.
Nunca fui uma boa executante. Era mais do género “desenrascada”. A verdade é que com ele desfrutei de alguns dos melhores momentos da minha adolescência.
Depois, aprendi a tocar guitarra.
Também aqui nunca fui brilhante mas suficiente para aproveitar tudo o que de bom ela me proporcionava.
Saber ler música para mim sempre foi uma tarefa chata e só mais tarde é que reparei a mais valia em que se tinha tornado.
Sempre adorei cantar (Canto no carro e até no banho) mas, por incrível que pareça, nunca pertenci a nenhuma agrupamento do género.
A música é incrível. Transmite-nos vários estados de espírito, várias vivências.
Graças talvez à influência paterna, sempre fui muito ecléctica na música, acabando por gostar de muitos géneros musicais diferentes e de diferentes nacionalidades.
Desde a música clássica e os blues passando pela música tradicional, pelo rock e pelo heavy metal gosto de tudo um pouco.
Tudo depende do meu estado de espírito.
Se um dia me apetece deitar a casa abaixo e ouvir Metallica, outras vezes apetece-se ouvir uma melodia com uma letra marcante (adoro letras que me digam algo)e oiço Bob Dylan ou algo com uma mensagem forte. Pode ainda apetecer-me paz de alma e ouvir um Adágio ou então ouvir outro tipo de interpretes como Sting, U2 ou Offspring ou então uma boa guitarrada. Posso ainda querer dançar uma boa salsa apesar de não saber dançar.
Tudo depende da minha disposição.
Para além de ouvir música, recomendo a todos a oportunidade de aprender música. É muito importante pois acaba por estar sempre ligada aos momentos que compõem a nossa existência.
Não se deve pensar, porém, que a música traz sempre prazer. Não é assim.
O que para mim é agradável de ouvir pode não o ser para outra pessoa. O ouvido não é o mesmo. As influências diferentes.
Por outro lado, as horas em que as mães têm de ouvir exercícios de piano, clarinete, violoncelo etc., quase podem levá-las ao desespero. Lembro-me bem lá em casa com os meus treinos de saxofone. Eram de arrepiar :)
"Suportar" esses períodos de exercício requer muita imaginação e paciência.
Mas a participação na arte musical ajuda-nos a apreciá-la mais tarde, pelo menos é essa a minha experiência.
Nos dias de tensão, quando a vida frequentemente parece ser enfadonha, é bom esquecermo-nos de nós mesmos por momentos e dar ao corpo e à mente a oportunidade de esquecer as tensões e ansiedades e receber novas forças. A música pode ajudar-nos nesse processo.
A música é importante para o nosso amadurecimento saudável. Nota-se bem isso nas crianças. Agora que sou mãe ainda tenho uma maior percepção deste facto.
Sons brandos e suaves servem para acalmar e provocam o sono; melodias agradáveis e animadas trazem contentamento.
Rute Mathews, no seu livro You Need Music ("A Música é Necessária") disse: "Quando as crianças sabem cantar ou tocar, obtêm duplo benefício, porque isso se torna um meio de expressão individual. Não nos preocupamos tanto com o que as crianças farão pela música, como com o que a música pode efectuar em seu favor. A criança que encontra prazer na música não procurará fazer acções menos boas.".
A música tem desempenhado uma parte importante na minha vida.
O Dr. Lee DuBridge, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia, escreveu: "Partilho a opinião de muitos matemáticos e cientistas, de que existe estreita relação entre a matemática, a ciência e a música. A harmonia da Natureza e as harmonias da música transmitem mensagens para nós. (...) A música é uma preciosa herança cultural que cada pessoa deve ter .privilégio de compreender e desfrutar".
Concordo com o que ele disse.
Até para a maioria dos leigos, a música não é um passatempo mas um meio de vida, uma parte da personalidade. Quem se empenha nalguma actividade musical, quer seja tocar um instrumento, participar dos cânticos na igreja ou simplesmente ouvir os sons musicais, pode aprender a amar, a respeitar e a apreciar a música como uma arte. Para essa pessoa, a vida sempre será interessante.
A música é uma linguagem universal que consegue unir diferentes culturas, diferentes realidades. Influencia a nossa vida espiritual e a nossa vida interior.
Reflecte a nossa tranquilidade, agitação, vivacidade, desalento, vitalidade ou debilidade – todas as modificações que ocorrem na nossa vida - de modo mais directo e peculiar do que qualquer outro meio de comunicação humano.
Desprezar a música é ignorar uma dimensão inteira da experiência humana pois é nela que se encontra o maior vínculo de comunicação de toda a humanidade, unindo todas as camadas da sociedade, de todas as idades e gerações.
De facto, existem na vida poucas coisas capazes de unir as pessoas.
A música tem essa capacidade.
No entanto hoje, no regresso a casa ouvi uma musica que adoro mas que não ouvia à muito tempo e isso fez-me sentir bem. Relaxou-me e, por momentos, senti-me em paz e bem disposta.
Isso fez-me ter vontade de escrever sobre ela e sobre o que a música representa para mim.
Eu gosto muito de música.
Convivo com ela diariamente e gosto da sua companhia.
Alguém disse um dia: "Mostre-me um lar em que habite a música e mostrar-lhe-ei um lar, feliz, tranquilo e alegre".
Na verdade, é difícil imaginar que existam lares sem música. Para mim, é uma presença constante e sem ela parece que me falta alguma coisa.
Oiço música a toda a hora, em casa, no carro, no trabalho…
Não havia músicos em minha casa mas sempre se ouviu música, sempre se ouviu alguém cantarolar. Para além do meu pai que tocava umas notas na guitarra e entoava canções de Zeca Afonso e outros temas do cancioneiro português, todos gostavam de cantar, todos gostavam de música.
Uma das lembranças mais vivas da minha infância é ir de viagem em família e estarmos todos a cantar. Não interessava quem cantava bem ou mal. Não era isso que interessava. O importante eram os momentos de magia. Momento da mais pura felicidade.
Fui crescendo sempre com a música presente. Mais tarde, cresceu também em mim a vontade de aprender a executar algumas das melodias que tanto gostava de ouvir.
Com 10 anos comecei a aprender a tocar saxofone, muito graças à influência do meu avô materno.
Nunca fui uma boa executante. Era mais do género “desenrascada”. A verdade é que com ele desfrutei de alguns dos melhores momentos da minha adolescência.
Depois, aprendi a tocar guitarra.
Também aqui nunca fui brilhante mas suficiente para aproveitar tudo o que de bom ela me proporcionava.
Saber ler música para mim sempre foi uma tarefa chata e só mais tarde é que reparei a mais valia em que se tinha tornado.
Sempre adorei cantar (Canto no carro e até no banho) mas, por incrível que pareça, nunca pertenci a nenhuma agrupamento do género.
A música é incrível. Transmite-nos vários estados de espírito, várias vivências.
Graças talvez à influência paterna, sempre fui muito ecléctica na música, acabando por gostar de muitos géneros musicais diferentes e de diferentes nacionalidades.
Desde a música clássica e os blues passando pela música tradicional, pelo rock e pelo heavy metal gosto de tudo um pouco.
Tudo depende do meu estado de espírito.
Se um dia me apetece deitar a casa abaixo e ouvir Metallica, outras vezes apetece-se ouvir uma melodia com uma letra marcante (adoro letras que me digam algo)e oiço Bob Dylan ou algo com uma mensagem forte. Pode ainda apetecer-me paz de alma e ouvir um Adágio ou então ouvir outro tipo de interpretes como Sting, U2 ou Offspring ou então uma boa guitarrada. Posso ainda querer dançar uma boa salsa apesar de não saber dançar.
Tudo depende da minha disposição.
Para além de ouvir música, recomendo a todos a oportunidade de aprender música. É muito importante pois acaba por estar sempre ligada aos momentos que compõem a nossa existência.
Não se deve pensar, porém, que a música traz sempre prazer. Não é assim.
O que para mim é agradável de ouvir pode não o ser para outra pessoa. O ouvido não é o mesmo. As influências diferentes.
Por outro lado, as horas em que as mães têm de ouvir exercícios de piano, clarinete, violoncelo etc., quase podem levá-las ao desespero. Lembro-me bem lá em casa com os meus treinos de saxofone. Eram de arrepiar :)
"Suportar" esses períodos de exercício requer muita imaginação e paciência.
Mas a participação na arte musical ajuda-nos a apreciá-la mais tarde, pelo menos é essa a minha experiência.
Nos dias de tensão, quando a vida frequentemente parece ser enfadonha, é bom esquecermo-nos de nós mesmos por momentos e dar ao corpo e à mente a oportunidade de esquecer as tensões e ansiedades e receber novas forças. A música pode ajudar-nos nesse processo.
A música é importante para o nosso amadurecimento saudável. Nota-se bem isso nas crianças. Agora que sou mãe ainda tenho uma maior percepção deste facto.
Sons brandos e suaves servem para acalmar e provocam o sono; melodias agradáveis e animadas trazem contentamento.
Rute Mathews, no seu livro You Need Music ("A Música é Necessária") disse: "Quando as crianças sabem cantar ou tocar, obtêm duplo benefício, porque isso se torna um meio de expressão individual. Não nos preocupamos tanto com o que as crianças farão pela música, como com o que a música pode efectuar em seu favor. A criança que encontra prazer na música não procurará fazer acções menos boas.".
A música tem desempenhado uma parte importante na minha vida.
O Dr. Lee DuBridge, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia, escreveu: "Partilho a opinião de muitos matemáticos e cientistas, de que existe estreita relação entre a matemática, a ciência e a música. A harmonia da Natureza e as harmonias da música transmitem mensagens para nós. (...) A música é uma preciosa herança cultural que cada pessoa deve ter .privilégio de compreender e desfrutar".
Concordo com o que ele disse.
Até para a maioria dos leigos, a música não é um passatempo mas um meio de vida, uma parte da personalidade. Quem se empenha nalguma actividade musical, quer seja tocar um instrumento, participar dos cânticos na igreja ou simplesmente ouvir os sons musicais, pode aprender a amar, a respeitar e a apreciar a música como uma arte. Para essa pessoa, a vida sempre será interessante.
A música é uma linguagem universal que consegue unir diferentes culturas, diferentes realidades. Influencia a nossa vida espiritual e a nossa vida interior.
Reflecte a nossa tranquilidade, agitação, vivacidade, desalento, vitalidade ou debilidade – todas as modificações que ocorrem na nossa vida - de modo mais directo e peculiar do que qualquer outro meio de comunicação humano.
Desprezar a música é ignorar uma dimensão inteira da experiência humana pois é nela que se encontra o maior vínculo de comunicação de toda a humanidade, unindo todas as camadas da sociedade, de todas as idades e gerações.
De facto, existem na vida poucas coisas capazes de unir as pessoas.
A música tem essa capacidade.

Fizeste-me lembrar os tempos de crianças em que muito antes do Natal se ensaiavam as canções para apresentar á familia, que maravilha esses tempos...quanto á música alinho contigo nessa paixão a única que não entra é a Metallica, essa só á pressão...
ResponderEliminarBjs
É verdade Sara, a música une as pessoas, causas e por sua vez o Mundo.
ResponderEliminarA música também está presente nos meus dias, a que gosto, e também a que não gosto (quando o meu filho está em casa) mas vou aprendendo a gostar do que ele ouve por incrível que pareça!
Também gostei muito deste balanço que fizeste sobre a música.
beijinhos
A musica e a matematica ( e a fisica que é a ciência maior) são universais.A musica tem a vantagem de ser acessivel a todos ,não é? Não imagino o mundo sem musica.Em varios pontos do mundo tenho asistido a concertos , multiddões diferentes e a mesma comunhão ao som da musica.Desaparecem as barreias da lingua , dos costumes ,das tradições.
ResponderEliminarEu especialmente ouço piano e violencelo.O piano sempre o violoncelo quando preciso de algo muito de calma e de pensar ou elevar o espirito.
Querida Sara
ResponderEliminarUm escrito, tal como sempre nos brindas, cheio de interessantes conceitos, aprendizagens, pesquisa e ideias bem próprias e originais sobre a interessante temática da música.
Como habitualmente cada texto teu é um ensaio, mas um ensio pleno de poesia, de intimismo, de sentir e pulsares próprios.
Quanto à música... sinto em mim a nostalgia de ouvir com frequência música francesa e italiana porque invadidos fomos pela anglo-saxónica que para mim tem menos encanto.
É bom sentirmos a música no ar... como dizes em casa, no carro, no emprego... e é uma delícia senti-la presente mesmo onde é difícil de prever a sua existência. No AR que respiramos...
Um beijinho de gratidão por esta bonita partilha.
Que delicia de post,Sara, falar de música é como dançar, cantar, sorrir e ser feliz! Bem colocastes que uma casa com musica fica mais harmoniosa e a alegria contagia os que nela vivem.
ResponderEliminarTambém respiro musica, sempre que estou trabalhando em casa, coloco uma musica , nao gosto de musica muito alta ( os filhos gostam), minhas preferencias são musicas que tem letra, melodia, nao algumas doideiras que so martelam ,martelam numa nota só. rsrs ( tem gente que gosta e eu respieito ).
Adorei vir aqui e encontrar voce , com seu saxofone. rsrs
Abraços Sara