Hoje, num dos meus passeios domingueiros vi que os campos, apesar de já termos chegado ao Outono, ainda estavam cobertos por imensas flores, entre elas centenas de malmequeres.
Eu adoro malmequeres! É uma das minhas flores favoritas.
Gosto de vê-las no campo, em liberdade. Gosto de lhes sentir o cheio e a intensidade.
É uma flor simples mas é na sua simplicidade que se encontra toda a sua beleza.
Ao longo dos tempos muito de disse sobre ela e através dela, símbolo do bem e do mal me quer.
A tradição de desfolhar os malmequeres começou na Idade Média. Se um cavaleiro andasse com um malmequer sem uma pétala, queria dizer que já tinha escolhido a sua dama.
Em França, as margaridas desfolham-se assim: il/elle m'aime, un peu, beaucoup, passionément, à la folie, pas du tout. Aqui, dizemos: bem-me-quer, mal-me-quer...
Seja no campo pessoal, social ou profissional todos queremos aceitação, todos queremos ser amados. No entanto, nos dias de hoje isso é muito difícil, seja pelo egoísmo crescente da sociedade, seja pela hipocrisia de não sabermos quem diz realmente a verdade.
É interessante pensar nisto e em como uma simples flor como esta se pôde transformar numa metáfora de vida, da vida de cada um de nós...
Como cantava Amália Rodrigues: "... O Malmequer não é constante, o Malmequer muito varia! Vinte folhas dizem morte. Treze dizem alegria!
Apesar do dramatismo da canção, acaba por descrever bem o que é a vida, ora doce, ora amarga mas ainda assim a valer a pena.
Mais do a sua beleza, o malmequer transmite-me sentimentos de bem estar, de tranquilidade e de liberdade, tão difíceis de encontrar nos dias de hoje.
É por isso que gosto dela: Por ser selvagem, livre e ainda assim tão bela!
Uma das melhores descrições que li sobre ela é a de Alberto Caeiro e é com ela que vou encerrar este meu pensamento desejando a todos uma vida cheia de bem-me-queres...
Eu adoro malmequeres! É uma das minhas flores favoritas.
Gosto de vê-las no campo, em liberdade. Gosto de lhes sentir o cheio e a intensidade.
É uma flor simples mas é na sua simplicidade que se encontra toda a sua beleza.
Ao longo dos tempos muito de disse sobre ela e através dela, símbolo do bem e do mal me quer.
A tradição de desfolhar os malmequeres começou na Idade Média. Se um cavaleiro andasse com um malmequer sem uma pétala, queria dizer que já tinha escolhido a sua dama.
Em França, as margaridas desfolham-se assim: il/elle m'aime, un peu, beaucoup, passionément, à la folie, pas du tout. Aqui, dizemos: bem-me-quer, mal-me-quer...
Seja no campo pessoal, social ou profissional todos queremos aceitação, todos queremos ser amados. No entanto, nos dias de hoje isso é muito difícil, seja pelo egoísmo crescente da sociedade, seja pela hipocrisia de não sabermos quem diz realmente a verdade.
É interessante pensar nisto e em como uma simples flor como esta se pôde transformar numa metáfora de vida, da vida de cada um de nós...
Como cantava Amália Rodrigues: "... O Malmequer não é constante, o Malmequer muito varia! Vinte folhas dizem morte. Treze dizem alegria!
Apesar do dramatismo da canção, acaba por descrever bem o que é a vida, ora doce, ora amarga mas ainda assim a valer a pena.
Mais do a sua beleza, o malmequer transmite-me sentimentos de bem estar, de tranquilidade e de liberdade, tão difíceis de encontrar nos dias de hoje.
É por isso que gosto dela: Por ser selvagem, livre e ainda assim tão bela!
Uma das melhores descrições que li sobre ela é a de Alberto Caeiro e é com ela que vou encerrar este meu pensamento desejando a todos uma vida cheia de bem-me-queres...
"Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar..."
Alberto Caeiro
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar..."
Alberto Caeiro


O contacto com a Natureza faz parte de um dos meus encantos,deslumbra-me cada flor que observo as do campo parecem ser até mais verdadeiras e pouca gente lhes liga, todas me parecem diferentes, muitas vezes me abeiro para observar cada pormenor e quase falo com elas...ainda um dia terei uma casa no campo! em frente um campo de malmequeres....sonhos...
ResponderEliminarBjs
Querida Sara
ResponderEliminarNão defolho o mal-me-quer por bem lhe querer
Mas deixo que meu olhar acaricie cada pétala
E não penso, estou de acordo, tenho sentidos
Não falo do malmequer, amo-o!
[glosando Alberto Caeiro]
Tão bonito este teu post que de pétala em pétala nos leva pelos usos e costumes, pelos hábitos e saberes, até... à poesia.
E não é a poesia o concretizar de uma vida de pensamento?
Beijinhos.
É verdade... este ano, o Outono apresenta-se enganador, dá-nos dias quentes e ainda nos enche o olhar de flores! Mas nós gostamos de flores e gostamos do sol! Só não gostamos é que nos enganem... quem dera que a vida fosse assim tão simples como o malmequer!
ResponderEliminarUm bem-me-quer para ti
Xi
Sara,
ResponderEliminarÉ de fato muito lindo os malmequeres, todas as flores do campo são muito lindas,são as chamadas margaridas ,tem também as amarelinhas e desfolhá-las é um prazer descobrir se nosso amor está nos querendo ou nao rsrs, era assim que entendia qdo adolescente.
Boa reflexão,obrigada .
Abraços e boa semana, Sara
Sara, adorei essa sua postagem. Discorreu de um modo tão leve a respeito da natureza seus efeitos sobre nós humanos e as tradições criadas em sua homenagem. Muito bem colocado! Parabéns.
ResponderEliminarBeijos sabor bem-me-quer. Manoel.
Malmequer bem me quer muito pouco tudo ou nada!! Lembro-me de fazer isto às flores qd era miúda. Agora pensando melhor era uma violência estava a "decapitar" as plentas sem razão aparente... apenas pela Trad~ição passada de geração em geração não é? bj
ResponderEliminarCom esta florzinha simples, olhaste o "mundo" e eu "olhei-o" contigo.
ResponderEliminar(importantíssimo o conteúdo do poema do Alberto Caeiro...acho eu)
Beijinho, Sara e um bom fim de semana