Agora que sou mãe estou muito mais atenta a artigos deste género e de facto concordo: Uma criança tem de ter educação e mão firme, não querendo com isso dizer que se deixe de dar amor.
A minha geração é muito mais permissiva que a dos nossos pais e avós não sendo, no entanto, necessáriamente melhor.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
Artigo publicado na revista VISÂO online
terça-feira, 12 de maio de 2009
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A AGRESSÃO AOS PAIS JÁ NÃO É HISTÓRIA NOVA. TODOS OS DIAS OUVIMOS FALER NELAS. MAS NÃO SÃO SÓ AS AGRESSÕES, É TAMBEM O ABANDONO QUE OS FILHOS PROPORCIONAM AOS PAIS. ESQUECEM-SE QUE PARA LHES DAR UMA BOA VIDA, MUITOS DELES PASSARAM FOME.
ResponderEliminarISABEL
concordo com o comentário da isabel... embora a vida que levamos seja lixada para dar o apoio que por x as pessoas precisam. ou optmaos por deixar o emprego ou temos mm q os colocar num lar pq antigamente o q tinha de bom e mau mas nesta sitauaçãod ebom é q estava sempre gente em casa e iam olhando uns pelos outros, agora estamos sp no trabalho cada dia mais exigente e n vemos a familia... é estupido mas vivemos do $$$. pq o trabalho n precisa d enós. se morrermos hoje amanhã há imensos p ocupar a nossa vaga...
ResponderEliminarANA, A FORTUNA QUE SE PAGA NOS LARES, DÁ E SOBRA PARA COLOCAR, EM CASA A TEMPO INTEIRO, UMA EMPREGADA QUE NÃO SÓ OLHA PELOS NOSSOS COMO TAMBEM FAZ O TRABALHO DOMESTICO.
ResponderEliminarBOM DIA E BOM FIM DE SEMANA
BEIJINHOS
ISABEL
bem não tinha visto a coisa nesse prima mas tens razao Isabel. espero que nao me aconteça isso mas sinceramente acho q se puder meto uma licença sem vencimento e fico eu a cuidar deles... só se não puder mesmo!!! bj
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