quarta-feira, 13 de maio de 2009

A história de um sonho que se tornou realidade...

Um pérola de sabedoria em jeito de parábola, retirada de um livro de OSHO, sábio mestre.
O rabi Bunam costumava contar aos jovens que vinham ter com ele pela primeira vez a história do rabi Eisik, filho do rabi Yekel, de Cracóvia...

Após muitos anos de pobreza, que nunca abalaram a sua fé em Deus, o rabi Eisik sonhou que alguém o mandava ir procurar um tesouro debaixo da ponte que leva ao palácio real em Praga. Quando teve este sonho pela terceira vez, partiu para Praga. Mas a ponte estava guardada dia e noite e ele não se atrevia a cavar. Ainda assim, ele ia até à ponte todas as manhãs e ficava a caminhar por lá o dia inteiro.

Finalmente, o comandante dos guardas, que o tinha estado a observar, perguntou afavelmente se ele estava à procura de alguma coisa ou à espera de alguém.

O rabi Eisik contou-lhe o sonho que tinha tido e que o tinha trazido até aí, vindo de uma terra distante.

O guarda riu-se e disse:

- Então, pobre sujeito, para seguires um sonho, gastaste a sola aos sapatos a vir até cá. Quanto a acreditar em sonhos, se eu acreditasse nisso já tinha ido até Cracóvia para procurar um tesouro que está escondido debaixo do forno da casa de um judeu: um certo Eisik, filho de Yekel! Foi isso que me disseram em sonhos. Imagina só a confusão que não era: metade dos judeus de Cracóvia tem o nome Eisik e a outra metade chama-se Yekel!

E o guarda continuou a rir. O rabi Eisik cumprimentou-o, voltou para casa, cavou debaixo do fogão e encontrou o tesouro. Assim pôde construir o templo que agora se chama a shul do rabi Eisik."

O rabi Bunam costumava acrescentar:

"Levem esta história a sério e apliquem os seus ensinamentos. Há algo que não se pode encontrar em parte alguma do mundo, nem sequer junto do Zaddick, e contudo há sempre um local onde se encontra."

Retirado de "O Homem que Amava Gaivotas" de OSHO


Nunca deixarei de sonhar...

2 comentários:

  1. Estava de pés descalços, sentia a areia fugir-lhe debaixo dos pés e entre os dedos.
    Sentia que o mar o queria levar consigo tal era a força com que este cavava o chão por debaixo de si.
    Com as mãos sobre os olhos bem apoiadas na testa, como se binóculos usasse procurava vislumbar até onde a vista o deixava.
    Procurava quem sabe, outras terras, outras gentes,outros sonhos outras luzes, algo que lhe desse um sinal de que era por ali que teria que ir.
    Por debaixo de si um mundo vivia, uma concha que rolava uma cadelinha que se enterrava, a estrela do mar que aos seus pés se agarrava, a pedra que redonda o seu pé acariciava, o mar que o empurrava e arrastava, o vento que as suas calças enfunava, o sol que na sua pele sorria e ele que não os via, ouvia ou mexia.
    E ele será que se sentia ou apenas no sonho vivia.
    Aqui estava ele tão perto um universo para descobrir e no entanto no infinito ansiva encontrar a resposta e o sentimento que lhe faltava.
    Como é fácil procurar a resposta longe de nós e como dificil é ver que afinal ela está mesmo aqui, que afinal somos nós a resposta.

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