terça-feira, 26 de maio de 2009

Retorno

Por tudo passei e nada sou.
Talvez apenas sombra
em meu próprio mundo.
Nada existe à minha volta
que não me pertença.
Tudo sou, indivisível ou nulo.
A quem escutar neste final obscuro?
o outro eu, também sou eu
e nada percebo além de mim.
Penetro no resto de luz
e me solto no abismo infindo.
Confio no impulso em mim.
Em outro nível, retorno.

Flávio Alberoni C. Farias

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